quinta-feira, 28 de julho de 2011

A Profecia ou Revelação.



Apocalipse Capitulo I

imagens by Google.

1 Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e, enviando-as pelo seu anjo, as notificou a seu servo João;
2 o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, de tudo quanto viu.
3 Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
4 João, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono;
5 e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados,
6 e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém.
7 Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.
8 Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.
9 Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus.
10 Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
11 que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodicéia.
12 E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro,
13 e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro;
14 e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo;
15 e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas.
16 Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força.
17 Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último,
18 e o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do hades.
19 escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder.
20 Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas.



Clique e leia um testemunho do sofrimento de Cristo,
por Sua Noiva!


imagens by Google.

 
1. “REVELAÇÃO de Jesus Cristo, qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo”. 

imagens by Google.


2. “O qual testificou da Palavra de Deus, e do testemunho de Jesus
Cristo, e de tudo o que tem visto”.


I. “...A Palavra de Deus”. A Palavra de Deus à qual João se refere no presente texto, é a palavra falada e escrita como no Monte Sinai: primeiro Deus fala (Êx 20), depois escreve (Êx 31.18). Em uma linguagem mais acessível esta palavra “é o Evangelho de Cristo” (cf. Ap 1.9; 6.9; 20.4). Enquanto que o “testemunho de Cristo” é um genitivo subjetivo, ou seja, o testemunho dado por Jesus Cristo em sua pureza e santidade. A revelação é a Palavra de Deus transmitida e testemunhada pelo próprio Cristo (Ap 22.16,20). Ele disse ao governador romano (Pilatos): “Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Tudo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (Jo 18.37). O verbo “testificar”está no tempo aoristo – “testificou”. Isto indica que João já havia dado testemunho acerca do verbo de Deus. Esse sublime testemunho da pessoa de Cristo, inclui também, o testemunho de sua pessoa física durante os 33 anos de sua existência terrena.



 

3. “Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta
profecia*, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo*
está próximo”.


I.“...B em-aventurado”. Esta é a primeira “Bem-aventurança” das sete que este livro encerra (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). A escritora M. S. Novah, observa que nesta primeira “Bem-aventurança” existe uma tríplice promessa do Senhor: “Bem-aventurado aquele que lê (verbo no singular), e os que ouvem (plural) as palavras desta profecia, e guardam (plural novamente) as coisas que nela (singular) estão (plural) escritas; porque o tempo (do seu cumprimento) está próximo”. Porque guardar o que está escrito? “Porque o tempo está próximo”. Guardar não é só memorizar que se leu, é muito mais: é obedecer, é praticar. Provavelmente, esta “Bem-aventurança”, se reserva aqueles (a Igreja toda) que durante a Grande Tribulação, serão guardados por Deus do sofrimento sem precedente na história humana. (Cf. Ap 3.10), diz o que segue: “Como guardaste a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação que há de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra”.

 



4. “JOÃO, às sete igrejas que estão na Ásia: Graça e paz seja convosco
da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos
que estão diante do seu trono”.

imagens by Google.
 
“...João, às sete igrejas”. Três pontos importantes deve ser aqui analisado:
1. (I) A saudação; (II) A eternidade de Deus; (III) Os sete espíritos que estão
diante do seu trono: o trono de Deus e do Cordeiro: 
I  É importante observarmos a saudação de João neste versículo. As sete igrejas que naqueles dias se encontravam dentro dos limites da Ásia Menor , eram compostas de judeus e gentios. Ele diz “graça” (para os crentes gentios – incluindo também gregos), e “paz” (para os crentes judeus). O autor dirige-se às igrejas da Ásia, que a seguir serão especificadas também geograficamente (1.11), mas por trás delas, dado o simbolismo do número, que indica “totalidade”, está toda a Igreja, estamos nós também.
II O autor sagrado continua e explica: “...da parte daquele que é, e que era, e que há de vir”. (Trata-se de Deus que segue continuamente seu povo, faz com que exista (“é”) no presente, como já fez na história da salvação que pertence ao passado (“era”). Continuará esta ação criadora a volta (“vem”) que Deus efetuará por meio de Cristo. Podemos contemplar nesta passagem no que diz respeito a Deus, o presente do passado e ainda o passado do presente. O tempo não pode desgastar a eternidade de Deus. Ele disse a Moisés: “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14). Ele nunca nasceu também nunca morrerá (1 Tm 6.16).

III E da dos sete espíritos. Esta expressão é repetida nos capítulos 3.1 e 4.5. Ela está associada aos “sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra” (Zc 4.10). Significa: “...da parte do Espírito Santo em sua plenitude Septiforme” (cf. 3.1; 4.5 e 5.6). São pela ordem: “(aaa) o espírito do Senhor; (bbb) o espírito de sabedoria; (ccc) e de inteligência; (ddd) o espírito de conselho; (eee) e de fortaleza; (fff) o espírito de conhecimento; (ggg) e de temor do Senhor”. Is 11.1. Podemos observar no presente texto, a multiforme operação do Espírito Santo, pois os “sete espíritos de Deus” são: “as diferentes operações do Espírito Santo nessa perfeição, que necessariamente, lhes pertence” (7). O Novo Testamento fala em outras passagens, da pluralidade de funções do Espírito Santos (cf. 1 Co 12.11; 14.32; Hb 2.4).Em resumo, esta saudação vem do Deus Trino: o Pai saúda no v. 4 (aquele que era, e que há de vir). O Espírito Santo saúda também (com suas sete manifestações de poder). Jesus, o Filho Eterno, completa esta saudação no v. 5. A bênção de Deus no Decálogo, tinha uma forma tríplice: “O Senhor (Deus) te abençoe e te guarde. O Senhor (Jesus) faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor (o Espírito Santo) sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz” (Nm 3.24-26).


5. “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito
dos mortos e o príncipe dos reis da terra”.


  “...a fiel testemunha”. João, o grande servo de Deus, apresenta Jesus nesta passagem, como “a fiel testemunha”. Este título pertence a Cristo por direito e por resgate, que, não só é verdadeiro, mas a própria verdade (Jo 14.6 e Ap 19.11).

I A “frase” no presente texto: “...Jesus Cristo; que é a fiel testemunha” descreve o relacionamento de Cristo com Deus enquanto Jesus esteve na terra. Como fiel profeta Ele jamais falhou em declarar todo o conselho de Deus. A palavra “testemunho significa alguém que vê, sabe e então fala; é uma palavra característica de João (ele a usa mais de 70 vezes em seus escritos)”.

II Cristo é o Fiel em tudo aquilo que Ele o deve ser: (a) Ele é genuíno e veraz em seu caráter; (b) Ele é fiel e digno de confiança na concretização de sua missão; (c) Esse adjetivo pode significar para nós confiança na pessoa de Jesus Cristo, em sua missão, e que Deus Pai, depositou em seu Filho toda sua confiança; (d) Ele transmitiu fielmente a sua mensagem, falando a verdade: Ele trilhou um caminho reto; não tinha curva, revelando a verdade, sem jamais desviar-se de seu propósito.

III O primogênito dos mortos. A presente expressão reúne dois elementos fundamentais: (a) Ela revela o cumprimento à risca das palavras dos profetas e do próprio Jesus, que predisseram com antecedência de séculos, no primeiro caso, e de alguns meses, no segundo, o episódio, e até com minúcias, em vários de seus elementos importantes. (Cf. Sl 16.10; At 13.34, etc). A veracidade das Escrituras foi justificada, pois dependia do fato dessa ressurreição (Lc 24.44-46; At 17.3). Foi também a evidência central da divindade de Cristo, da sua exaltação e glorificação, do seu supremo poder pessoal, o emblema expressivo da ressurreição da imortalidade, tanto no presente se for necessário, como no futuro.

IV Ela deu a certeza, e assegurou o testemunho apostólico, a certeza do Juízo Final, o fundamento da esperança dos justos, agora, no presente, no futuro, e por toda a eternidade. Foi, e é, o fortalecimento da pregação evangélica, em qualquer época, tempo ou lugar (1 Co 15.14). A ressurreição de Cristo foi e é, realmente, a suprema e majestosa história dos evangelhos e da humanidade. 



   6. “E nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai: a ele glória e poder
para todo o sempre. Amém”.


 “...reis e sacerdotes”. O objetivo de Deus era fazer, de cada filho de Israel um “sacerdote” (cf. Êx 19.6), e evidentemente isso não pode ser cumprido, devido à desobediência e carnalidade deles. (Assim o direito sacerdotal foi conferido a Arão e seus filhos e descendentes). Hb 5.4.

I. Esse direito foi conferido à tribo de Levi, em razão dessa tribo ter permanecido fiel ao Senhor quanto ao culto idólatra diante do bezerro de ouro (Êx 32.1-29). O texto em foco ali, diz que Moisés se pôs em pé na porta do arraial, e disse: “Quem é do Senhor, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi” (Êx 32.26) Dentro da dispensação neotestamentária cumpre-se o ideal de Deus quanto a esta promessa, não adiantam obras e méritos humanos, e, sim, a livre graça divina, que torna cada remido um sacerdote (1 Pd 2.6 e Ap 1.6; 20.6).

II. “No tocante ao “sacerdócio do crente”, devemos considerar os pontos seguintes: (a) Esse sacerdócio se verifica por direito de primogenitura; quando nos tornamos “filhos de Deus”, naturalmente temos acesso a Deus Pai; (b) Esse sacerdócio indica um acesso superior a Deus. Hb 9.7; (c) O crente, na qualidade de sacerdote, oferece um sacrifício superior: (aa) Seu próprio corpo, como um santuário para Deus. Rm 12.1; Fl 2.17; 2 Tm 4.6; (bb) O louvor de sua vida e de seus lábios, ele oferece a Deus. Hb 13.15; (cc) Suas riquezas financeiras devem ser usadas para benefício do próximo. Hb 13.16; (dd) Na qualidade de sacerdote, o crente, tal como Cristo e o Espírito Santo, é um intercessor em favor de outros, 1 Tm 2.1-3; (ee) O sacerdócio leva-nos à comunhão com Deus, o qual é nosso Pai, segundo se aprende em Ap 1.6. Portanto, o sacerdócio é um meio de comunhão, e, nessa capacidade, é conservador da nova natureza, segundo a imagem do Espírito do Senhor. 2 Co 3.18; (ff) O alvo, pois, é que tenhamos, perfeito acesso a Deus, e isso terá de ser conseguido somente através da participação na própria natureza do Pai. 2 Pd 1.4. É nisso que consiste a “perfeição”, o que define, para nós, “como”seremos aperfeiçoados. (Mt 5.48). O crente ao aceitar Jesus como Salvador, torna participante de um “sacerdócio real”, isto é, “sacerdócio e realeza”. 1 Pd 2.5-9”



7. “Eis que vem com as nuvens e todo o olho o verá, até os mesmos
que o transpassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.
Sim. Amém”.


imagens by Google.


 “...vem com as nuvens”. O presente versículo fala da “Parousia” (ou segunda vinda) de Cristo, com poder e grande glória, e isso se dará sete anos após o arrebatamento de sua Igreja da terra (1 Ts 4.13-17).

  I Eis que vem. O Dr. Herbert Lockyer, Sr. declara que a exclamação bíblica “Eis”, que significa “olhe atentamente e considere”, aparece mais de 400 vezes na Bíblia e é usada nos tempos passados, presentes e futuros. Eis também ocorre como um arauto de esperança ou de horror. Esta palavra aparece cerca de 28 vezes no Apocalipse (ver. 1.18; 2.10,22; 3.8,9,11,20; 4.1,2; 5.6,11; 6.2,5,8,12; 7.9; 8.13; 9.12; 11.14; 12.3; 13.1,11; 14.14; 16.15; 19.11; 21.5).

II E todo o olho o verá. O leitor deve observar bem a frase inserida no contexto: “até os mesmos que o transpassaram”, e verificar que estas palavras apontam diretamente para o povo de Israel, na presente era, pois, os que crucificaram a Jesus no sentido literal, estão mortos a quase dois mil anos (Mt 26.64). Predições contemporâneas feitas pelos Apóstolos e pelo próprio Cristo (Mt 24.30), indicam que no retorno de Cristo a terra com poder e grande glória, Jesus será visto fisicamente na Palestina, quando forças confederadas do Anticristo tiverem conquistado a Terra Santa, ameaçando aniquilar o povo judeu. A passagem de Zacarias 12.10 é a base da predição de que todos verão a quem transpassaram: “...e olharão para mim, a quem transpassaram; e o prantearão como quem prateia por um unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora pelo primogênito”. Na passagem de Mateus 26.64 fala desse acontecimento: “Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digovos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do poder (vírgula), e vindo sobre as nuvens do céu”. Será esse o momento da intervenção divina, e aparecerá “no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão...”. Durante sua vida terrena, o Senhor Jesus era o próprio “sinal” para aquela geração (Lc 11.30). Na sua vinda em glória (o presente texto), os judeus olharão para os céus, e esses se abrirão; eles verão a Jesus “assentado” à direita do poder de Deus (Mc 14.62). Jesus, nesse exato momento, levantará suas mãos, e eles contemplarão “o sinal dos cravos em suas mãos” (cf. Zc 12.10; Jo 20.25; Ap 1.7): Os judeus, pois, rejeitaram “a voz do primeiro sinal (durante a vida terrena de Jesus), crerão à voz do derradeiro sinal (em seu retorno)”. Êx 4.8. Para alguns comentaristas, Deus fará intervenção, tal como fez no mar Vermelho. O sinal da cruz aparecerá no firmamento, e o Senhor Jesus será literalmente contemplado pelo povo. Isso será reconhecido como uma intervenção divina, por parte de Israel, o qual, oficialmente, se declarará “cristão”.



 

8. “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e
que era, e que há de vir, o Todo-poderoso”.


I. “...O Alfa e o Ômega”. O Alfa é a primeira letra do alfabeto grego, significa: “O primeiro” (Ap 22.13) ou “O princípio” (Ap 21.6). O Ômega é a última letra do alfabeto grego, e significa: “O derradeiro” (Ap 21.13), ou “O último” (Ap 1.17; 2.8;  



21.6). Estes títulos são aplicados à pessoa de Cristo Jesus, e apresentam ao mesmo
tempo a sua eternidade.
I  Na língua portuguesa a pessoa de Cristo é representada em cada letra, da
seguinte forma:

Advogado, 1 Jo 2.1. (B) Bispo das vossas almas. 1 Pd 2.25. (C) Cristo. Lc 2.11. (D) Deus Forte. Is 9.6. (E) Emanuel (Deus conosco). Mt 1.23. (F) Filho de Deus. Jo 1.34. (G) Governador. Is 55.4. (H) Homem. 1 Tm 2.5. (I) Imagem de Deus. Cl 1.15. (J) Jesus. Mt 1.21. (L) Leão da tribo de Judá. Ap 5.5. (M) Maravilhoso. Jz 13.18; Is 9.6. (N) Nazareno. Mt 2.23. (O) Ômega. Ap 1.8. (P) Príncipe da Paz. Is 9.6. (Q) Querido do Pai. Sl 4.3. (R) Rei. Mt 2.2; Jo 18.37. (S) Salvador. Lc 2.11. (T) Tudo: no sentido de bondade. Cl 3.11. (U) Ungido. Sl 2.2. (V) Verbo de Deus. Jo 1.1. (Z) Zelador da casa de Deus. Jo 2.17. O (X) é substituído pelo “AMÉM”. Ap 3.14.


 
9. “Eu, João, que também sou vosso irmão, e companheiro na aflição, e
no reino, e paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por
causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo”.

 

“...na ilha chamada Patmos”. A palavra “ilha” ou “ilhas” encontram-se cerca de 38 vezes nas Escrituras e, alguns dos lugares onde aparece a palavra “ilha” pode ser traduzida para seu original hebraico “AI”. Os antigos usavam esta palavra do texto em foco: “ai” como “terra costeira” ou no sentido hodierno de Continentes. Era termo de designativo das grandes civilizações gentílicas do outro lado do mar. João, porém, como sabemos não deixa nenhuma dúvida a seus leitores quanto a “ilha” de seu exílio, esclarece ele: a “ilha” é “chamada Patmos”.

I O termo “patmos” significa “mortal”. O sentido original é, em razão de seu aspecto tristonho representado pela mesma ilha que leva esse nome. No tempo do império romano, a “ilha de Patmos” serviu de lugar de detenção para criminosos de alta periculosidade. Atualmente, a “ilha” que leva esse nome, é chamada “Palmosa”, encrava-se no Mar Egeu no pequeno Continente da Ásia Menor, tem cerca de vinte milhas de circunstância. A “ilha de Patmos” antes do exílio de João, não tinha conotação nenhuma com o mundo religioso; depois porém, como sabemos, se tornou célebre pela prisão e visão ali vivida e presenciada. Lá existe uma “caverna” chamada “Apocalipse”, onde milhares de pessoas religiosas realizam uma peregrinação anualmente em rememoração ao sofrimento do Apóstolo quando ali esteve. Alguns metros dessa caverna, encontra-se a escola grega, onde existe um salão com uma inscrição posterior ao reinado de Alexandre Magno. Esta inscrição, fez referência aos jogos olímpicos realizados durante o período grego. “Na ilha há também o mosteiro de São João, com uma biblioteca fundada em 1088 d.C. construída no formato de uma fortaleza com seus muros ameaçados, onde há curiosas obras. Em volta do mosteiro, agrupam-se as ruas tortuosas da Capital da Ilha”.

 

10. “Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi detrás de
mim uma grande voz como de trombeta”.


 “no dia do Senhor”. Existem quatro expressões técnicas no que diz respeito ao “dia do Senhor” no Novo Testamento: (ver notas expositivas em Ap 16.14) sendo que, cada uma delas, aponta para uma época diferente; por exemplo:

Analisemos os quatro pontos seguintes no que diz respeito ao: (a) Dia do Senhor Jesus Cristo; (b) Dia do Senhor, Cristo ou Filho do homem; (c) Dia de Deus ou do Senhor: no sentido próprio; (d) Dia do Senhor, do texto em foco:

I O Dia do Senhor Jesus Cristo. O dia do Senhor Jesus se relaciona exclusivamente com o arrebatamento da Igreja; (bb) O dia de Cristo, do Senhor ou do Filho do homem, está relacionado com seu retorno à terra com poder e grande glória; (cc) O dia de Deus ou do Senhor, no sentido próprio, está relacionado com o Juízo Final; (dd) dia do Senhor do texto em foco, está relacionado com o dia da ressurreição de Cristo. A presente expressão “dia do Senhor”, significa; “O dia da Ressurreição” do Senhor Jesus Cristo, visto que, a expressão “Senhor Jesus” só ocorre no Novo Testamento depois da sua ressurreição (Lc 24.3), sendo identificado entre os cristãos como “o primeiro dia da semana” (Mc 18.9). Para o cristianismo o primeiro dia da semana, contrasta bastante com o sétimo (o sábado): O sábado recorda o descanso de Deus na criação (Êx 20.11; 31.17); o domingo a ressurreição de Cristo (Mc 16.1,9). No sétimo dia Deus descansou; no primeiro dia da semana Cristo esteve em atividade incessante. O sábado comemora uma criação acabada; o domingo rememora uma redenção consumada. O Dr. C. I. Scofield declara que “o sábado era um dia de obrigação legal para Israel; o domingo, o culto espontâneo para o cristão. O sábado é mencionado nos Atos dos Apóstolos somente com referências aos judeus, e no resto do Novo Testamento, só duas vezes (Cl 2.16 e Hb 4.4). O sábado era um dia de repouso total para Israel; para o crente em Cristo, esse repouso teve lugar no momento que ele aceitou Cristo como Salvador. Hb 4.3”.

II  Voz como de trombeta. João, focaliza aqui: “grande voz, como...”. A palavrinha: “como” significa que João tenta descrever o indescritível. Por isso a palavrinha “como” aparece aproximadamente setenta vezes no Apocalipse. (Cf 1.10, 14, 15, 16; 2.27; 3.3, 10, 17, 21; 4.1; 5.6; 6.1, 12, 13, 14; 7. (ausente); 8.8; 9.2, 3, 7, 8, 9, 17; 10.1, 3, 7, 9; 11. (ausente); 12.15; 13.2, 3, 11; 14.2, 3, 4; 15. (ausente); 16.3, 6.15, 18; 17.12; 18.6, 21; 20.2, 11, 16, 21; 22.1). Além disso ele utiliza-se também da expressão como “semelhante”. Aqui trata-se, portanto, de um som sobrenatural e assustador, que contém tudo.

 

11. “Que dizia: O que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igreja
que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmina, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardo,
e a Filadélfia, e a Laodicéia”.


imagens by Google.
 

“...O que vês, escreve-o num livro”. A ordem de escrever ocorre por treze vezes neste livro. (Cf 1.11, 19; 2.1, 8, 12, 18; 3.1, 7, 14; 10.4; 14.13; 19.9; 21.5). A ordem ocorre uma vez em cada uma das sete cartas. O intuito do Senhor Jesus Cristo era que a revelação fosse preservada para as gerações seguintes; e até hoje a forma escrita é a melhor maneira de preservar uma comunicação.

I O leitor deve observar bem a frase “escreve-o num livro, e envia-o”. Isso nos dá entender que não só a carta endereçada a igreja devia ser lida, mas também todo o conteúdo do livro que encerrava a visão (.13). O Dr. Russell Norman Champrin, observa que a posição geográfica onde se encontravam essas igrejas, formavam um CÍRCULO. As cidades foram numeradas partindo de Éfeso, na direção Norte, para Esmirna (64 quilômetros); daí para Pérgamo, 80 quilômetros ao norte de Esmirna; então, atravessando 64 quilômetros para sueste, até Tiatira, descendo, 

então, 80 quilômetros para Sardo; daí para Filadélfia a 48 quilômetros a sueste de
Sardo; então Laodicéia a 64 quilômetros a sueste de Filadélfia.



12. “E virei-me para ver quem falava comigo. E virando-me, vi sete
castiçais de ouro”.


 “...E virei-me para ver quem falava”. A poderosa voz “como de trombeta” que ouvira no verso anterior, à semelhança do Monte Sinai, ai cada vez mais aumentando (Êx 19.19), João se volta para ver de onde partia a voz, e teve a sua primeira visão: “sete castiçais de ouro”. No santo lugar do templo dos judeus havia um único castiçal com sete braços, recebeu destaque, aparentemente representando Israel (Zc 4.2). Na visão de João os castiçais representavam as igrejas, que agora era a luz do mundo (Mt 5.13). Apesar de ter o Castiçal da antiga aliança sete braços, mesmo assim eram ligados por uma só peça (o pedestal). Israel, mesmo dividido geograficamente em doze tribos, contudo, eram ao mesmo tempo unidos por um só pedestal: A Lei do Senhor (Nm 9.14). Na Nova Aliança o Senhor Jesus interpretou para João que os sete castiçais representam as “sete Igrejas” (v. 20).




13. “E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem,
vestido até aos pés de um vestido comprido, e cingido pelos peitos com
um cinto de ouro”.


 “...no meio”. Em cada cena do Apocalipse, Cristo sempre aparece como a “Figura Central”: no “meio”. Ele é visto no “meio” dos sete castiçais de ouro (1.13); no “meio” da igreja de Éfeso, em uma nova visão (2.1); no “meio” do trono (5.6); no “meio” do trono novamente numa visão posterior (7.17). Isto demonstra que, o grande livro de Deus a ser focalizado tem como central nosso Senhor Jesus. Isto é, aquele que viveu e andou entre os homens, contudo, sempre no “meio” (Mt 18.20; Jo 19.18; 20.19; 1 Tm 2.5). Agora, porém, no Apocalipse é um quadro do Cristo da atualidade. É um quadro de Cristo, o Filho Eterno, que está assentado no “meio do trono” à direita de Deus.

I Filho do homem. Este título, que freqüentemente é aplicado à pessoa de Cristo, lembra sua humanidade (Jo 1.14). Cerca de 79 vezes esta expressão ocorre somente no Novo Testamento e com exclusividade, nos Evangelhos, e vinte e duas vezes no livro do Apocalipse. Em Ezequiel (por toda a extensão do livro), a frase é empregada por Deus 91 vezes. Este título: O Filho do Homem (Jo 3.13) havia se tornado uma figura messiânica mais corrente. Motivo porque um exame dos textos evangélicos permitem, quase sem possibilidade de erro, preferir que, ao designar-se “Filho do Homem” o Senhor Jesus escolheu esse título, evidentemente, menos comprometido pelo nacionalismo judaico e pelas esperanças bélicas. Havia também uma esperança judaica do “Homem dos últimos tempos” (Cf. Rm 5.12-21; 1 Co 15.22, 45, 47; 2.5-11).

II Vestido até os pés. Esta visão inicial que João recebeu não referia-se à graça pastoral de Cristo, mas à sua autoridade judiciária. “É por isso que o Apocalipse deve ser visto como o livro do juízo. “Juiz” e “Juízes” aparecem 15 vezes no livro”.

A veste comprida de Cristo era uma vestimenta talar, usada exclusivamente pelos sacerdotes e juízes no desempenho de duas funções. É isso realmente, a dupla função do Filho de Deus atualmente (2 Tm 2.8 e Hb 3.1). “O cinto de ouro cingido a altura do peito era também usado elo sacerdote quando este ministrava no santuário, estava à altura do peio e não nos rins, para ajustar as vestes de modo a facilitar os movimentos; assim, quando o cinto está em volta de seus lombos, o serviço é proeminente. (Cf. Jó 38.3; Jo 13.4, 5), mas quando o cinto está em volta do peito implica juízo sacerdotal dignificado, coisas que são inerentes ao Filho de Deus tanto no passado como no presente. Na simbologia profética das Escrituras Sagradas aponta também: a pureza, a inocência de Cristo (Sl 123.9).


 

14. “E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a
neve, e os seus olhos como chama de fogo”.


I. “...sua cabeça e cabelos eram brancos”. O leitor deve observar como as Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe: O Senhor Jesus é o Filho do “Ancião de dias”, e por cuja razão deve ter a mesma natureza do Pai. Assim, o texto em foco, é similar a passagem de Daniel 7.9: “Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou: o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como a limpa lã...”. Ele (Jesus) é aquele que morreu com 33 anos de idade, depois de levar os nossos pecados na cruz e suportar uma eternidade de dores. Tem cabelos brancos como a neve. Entre o povo de Deus, a “Coroa de honra são as cãs...” (pv 16.31a). Certamente a alvura da cabeça e cabelos de Cristo provém, em parte, da intensidade da glória celestial e em parte da sabedoria e, idoneidade moral. Assim, a brancura de seus cabelos, aqui, não significa velhice, antes, sugere a eternidade, indicando também Pureza e Divindade.



15. “E os seus pés, semelhante a latão reluzente, como se tivesse sido
refinados numa fornalha, e a voz como a voz de muitas águas”.


I. “...os seus pés, semelhante a latão”. No verso 11 do presente capítulo, encontramos Jesus vestido de uma vestimenta talar. A sua veste “ai até aos pés”, mas não os cobria. Doutra forma não teria visto as marcas dos cravos e adorado a seu Senhor, cuja forma glorificada estava adequadamente vestida. Ele estava vestido com a linda roupa do Grande Sumo Sacerdote. “...Os seus vestidos se tornaram brancos como a luz” (Mt 17.2). João enfatiza que estes pés reluziam como se “tivessem sido refinados numa fornalha”.

I No campo espiritual realmente isso aconteceu com o Filho do homem durante a sua vida terrena. Ele passou pela fornalha do sofrimento, e foi provado no fogo do juízo de Deus. (Cf. Lc 22.44; Hb 5.7). Além de outros sacrifícios apresentados na antiga aliança que tipificava a Cristo sofrendo até a morte, em lugar do pecador. Tomamos aqui como exemplo a oferta de manjares: “Em Lv 2. a oferta de manjares tipifica Cristo nas Suas próprias perfeições, e na Sua dedicação a vontade do Pai. A flor da farinha fala de igualdade e equilíbrio no caráter de Cristo; o fogo, de Ele ser provado pelo sofrimento até a morte de cruz. O incenso, representa a fragrância de Sua vida perante Deus; a ausência de fermento, representa o caráter de Cristo, como a verdade; a ausência de me
; que Nele não havia a mera doçura natural que pode existir sem a graça de Deus na vida de alguém. Azeite misturado, Cristo nascido do Espírito Santo; azeite untado, Cristo batizado pelo Espírito, a frigideira, os sofrimentos mais evidentes de Sua vida; o sal, o sabor da graça de Deus na vida de Cristo: o que faz parar a ação do fermento; o forno, os sofrimentos ocultos de Cristo – consolidados no túmulo: a fornalha final”.

II  A sua voz como a voz de muitas águas. Em sentido geral, o Apocalipse é o livro de grandes vozes e são elas que trazem as mensagens: (Cf.1.10, 12, 15; 3.20; 4.1; 5.2, 11, 12; 6.6, 7, 10; 8.13; 9.13; 10.3, 4, 7, 8; 12.10; 14.2, 7, 13 e 15; 16.1, 17; 18.2, 4, 17; 18.2, 4, 22; 19.1, 5, 6, 17; 19.1, 5, 6, 17; 21.3). Em sentido similar, a sua voz do anjo, em Dn 10.6, se assemelhava à de “uma multidão”. Tal como aqui, a voz de Deus, em Ez 43.2, é como a de “muitas águas”. O autor continua atribuindo, o sentido da voz, a pessoa de Cristo, como aquilo que o Antigo Testamento, diz acerca de Deus Pai. Em Ap 14.2 repete-se o simbolismo da figura da voz como de “muitas águas”. Ao que é adicionado “um grande trovão”. Em Ap 19.6 a voz é a de uma “multidão” e também de “muitas águas” e de “grandes trovões”. Seja como for, tudo na esfera celestial, se reveste de primeira grande e é elevado a terceira potência! 



16. “E ele tinha na sua desta sete estrelas; e da sua boca saía uma
aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua
força resplandece”.


 
imagens by Google.

 
 “...na sua desta sete estrelas”. Dois pontos importantes devem serem
analisado no presente versículo: as sete estrelas; o rosto do Filho do homem:

I As sete estrelas. Sobre a presente expressão: “as estrelas”, existem várias interpretações, sendo que, duas delas, são aceitas no campo teológico e a segunda, sem exitação:

 As sete estrelas (anjos), são instrumentos nas mãos de Cristo, seres angelicais literais, que ministram à Igreja, controlando seus ministros, e, pelo menos em alguns casos, servindo de mediadores dos dons espirituais. Por extensão dessa idéia, podemos supor que todas as comunidades locais dos crentes contam com os seus próprios anjos guardiões...”. (Cf. Sl 34.7; 1Co 11.10).

 As sete estrelas na mão direita do Senhor, são interpretadas por Jesus como sendo os “sete anjos (pastores) das sete igrejas” da Ásia Menor. Cf. v. 20. Este sete “mensageiros”, foram homens enviados pelas igrejas da Ásia para saberem do estado do velho Apóstolo, então um exilado em Patmos (compare-se Fl 4.18); mas (sendo na sua volta portadores das “sete cartas”) pode figurar também em nossos dias um ministro de Deus portando uma mensagem especial para uma igreja. A palavra “anjo” é apenas transliteração do grego para o português e significa “mensageiro”. É portanto, o pastor ou pastores que aqui estão em foco.

II Seu rosto era como o sol. As igrejas são castiçais; seus ministros são estrelas; mas Cristo é o sol (Ml 4.2). Ele é para o mundo moral, o que o sol é para o mundo físico. A luz do rosto de Jesus Cristo é tal que na nova Jerusalém “não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol...” porque “...o cordeiro é a sua lâmpada” (Ap 21.23; 22.5). Num contexto geral do significado do pensamento, o rosto dos justos resplandece como o sol (Mt 13.43), o que também sucede no caso dos anjos (Ap 10.1). 




17. “E eu, quando o vi, caía a seus pés como morto; e ele pôs sobre a
sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último”.


 “...não temas”. O presente versículo, mostra João caindo aos pés do Filho

de Deus, como Paulo no caminho de Damasco (Ap 9.4), porém às vozes nos dois episódios são completamente diferentes: a primeira diz “porque me persegues?”, a segunda diz “não temas”. Estas palavras, observa o Dr. R. N. Champrim, podem ser comparadas a Dn 10.10,12; e confrontadas com (Is 44.2; Mt 14.2; 27.7; Lc 1.13 e 30). Para a igreja de Esmirna, há também uma expressão encorajadora da parte de Cristo para aquela igreja sofredora: “nada temas”. Esta expressão equivale no grego do Novo Testamento, “não temas”, ocorre cerca de 365 vezes nas Escrituras (uma para cada dia). Essa ordem é dada a fim de consolar (Mt 14.27; Jo 6.20; At 27.24); ela servia também para relembrar a João, que seu Senhor o conhecia e se interessava profundamente por ele em meio ao sofrimento. Para nós, o Senhor tem a mesma mensagem de amor e firmeza: “Tende bom ânimo! Sou eu. Não temas” (Mt 14.27). Agora, o apóstolo declara: “porém ele pôs sobre mim a sua destra (mão direita), dizendo-me: “não temas”. Faz, então, uma declaração de amor, tranqüilidade e poder. (Is 44.2).  





18. “E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo
sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno”.

imagens by Google.


 “...E tenho as chaves da morte e do inferno”. Isso significa autoridade

suprema sobre qualquer força do mal (Mt 16.18; 28.18; Cl 2.15). Neste livro, Cristo não só tem as chaves da morte e do inferno, mas também “a chave de Davi” (Ap 3.7), e por conseguinte, no Novo Testamento: “...as chaves do reino dos céus” (Mt 16.19). É evidente que, enquanto o Senhor estava aqui na terra, Ele tinha em suas mãos “as chaves do reino dos céus”; isso pode bem ser entendido na expressão do próprio Jesus ao dizer a Pedro: “Eu te darei (no futuro) as chaves...”.

I “A interpretação comum é que as chaves dadas a Pedro representam a essencial honra que lhe foi concedida: a de ser o primeiro a anunciar o Evangelho aos judeus: (no dia de Pentecostes) e aos gentios: (na casa de Cornélio), tendo sido o Espírito Santo dado do céu em cada uma dessas ocasiões (At capítulo 2 e 10). Pedro mesmo descreveu seu privilégio assim: “Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do Evangelho, e cressem” (At 15.7). Assim ele anunciou o perdão dos pecados a todos os que crêem, e semelhantemente tal autoridade de Deus foi conferida não só a Pedro mais aos demais discípulos do Senhor (cf. Jo 10.23)”. O Dr. Geo Goodman declara: “É comum salientar o lugar de Pedro no dia de Pentecostes, abrindo o reino aos judeus, e depois, na pessoa de Cornélio, aos gentios. Podemos admitir que ele ocupava um lugar eminente entre seus colegas, enquanto que negamos que lhe fosse um lugar exclusivo”.

II  O Dr. Graham Scroggie observa: “E de fato não podemos excluir os outros Apóstolos no dia de Pentecostes; nem caso de Cornélio podemos concordar que esse fosse o único uso das chaves com relação aos gentios, nem admitir que fosse necessário outra chave diferente daquela que abrira o Reino aos judeus. Um só ato não havia de esgotar o uso da chave, nem seriam duas chaves para abrir a porta duas vezes. Podemos entender que a porta, uma vez aberta, assim permaneceu para nunca mais precisar da chave? Pelo contrário, creio que se pode demonstrar concludente que a administração do Reino, simbolizada por estas chaves, ainda não terminou: não findou num só ato inicial de autoridade. Os homens ainda recebem o Reino e são recebidos no Reino, e o Reino é a esfera do discipulado, então a chave é, de fato, somente autoridade”.

III Podemos entender que depois da porta do Evangelho está aberta para os gentios, Deus através de sues discípulos abriu uma nova porta para eles, os gentios: a porta da FÉ (At 14.27). “Ora, as chaves, e não simplesmente uma chave; e se o nosso pensamento é acertado nesta forma de interpretação, isto significa uma dupla maneira de admitir. A primeira é que o Senhor chama “a chave da ciência” a qual Ele diz que os doutores da lei tiram do povo (Lc 11.52). Semelhantemente Ele denuncia os fariseus por fecharem o Reino dos céus contra os homens: “Nem vós entrais nem deixais entrar os que estão entrando” (Mt 23.13). Pedro não recebeu as chaves da Igreja, mas do reino. Uma chave é sinal de autoridade (Is 22.22), e que o poder de “ligar e desligar” significava para Pedro, significava também para os outros discípulos (Mt 18.18; Jo 20.23). Ligar e desligar, na linguagem rabínica, queria dizer: permitir ou proibir, e é isto que a Igreja tem feito desde os dias dos Apóstolos até a presente era (Jo 20.23; 1Co 5.4-5; 2Cor 5.18- 19).



19. “Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois
destas hão de acontecer”. 

 
 “...as coisas que tens..., etc”. Os teólogos costumam dividir o livro do
Apocalipse em sete partes, mas a sabedoria divina o dividiu apenas em três, a
saber:

I  As coisas que tens visto. É a primeira das três divisões deste livro. É, sem dúvida, a menor das três partes deste compêndio divino: um capítulo, apenas! Também pela pequena duração dos acontecimentos a que se refere.

II  E as que são. Esta se refere à segunda parte do livro. De exposição, pouco mais extensa em conteúdo (capítulo 2 e 3). No que diz respeito ao tempo, é o mais longo período: abrange ensinos para a vida inteira da Igreja desde os primitivos tempos, e como te servido durante toda a dispensação da Graça, até o momento do arrebatamento.

III  E as que depois destas (das duas primeiras) hão de acontecer. A terceira parte, é essencialmente futurísticas, vai do capítulo 4 a 22. Porém os fatos decorrerão com rapidez e as profecias que terão lugar neste tempo, sofrerão uma reação em cadeia, e comprir-se-ão sucessivamente. Porém, mesmo assim, devemos observar que, esta parte do livro, inclui o Milênio de Cristo e o estado Eterno ao dia da Eternidade (2Pd 3.18). O livro do Apocalipse é o único livro profético do Novo Testamento, é a única iluminação certa que dos acontecimentos atuais e futuros. Enquanto que o livro de Gênesis é o início da Bíblia, dando começo de todas as coisas na terra, o livro de Apocalipse encerra o livro divino, descrevendo a consumação de todas as coisas.

 


20. “O mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos
sete castiçais de ouro. As estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete
castiçais, que vistes, são as sete igrejas”.


 “...O mistério das sete estrelas”. O presente vocábulo “mistério” é usado
no Novo Testamento cerca de 27 vezes, João emprega a palavra quatro vezes no
seu livro, e sempre com sentido especial:

I  Vejamos! (a) O mistério das sete estrelas e do sete castiçais. 1. 20; (b) O mistério de Deus. 10.7 e 11.15; (c) O mistério da grande Babilônia. 17.5; (d) O mistério da mulher. 17.7.

II No texto em foco, a interpretação da misteriosa visão, é dada pelo próprio Cristo; isso é muito freqüente nas Escrituras quando trata-se de um “mistério” (cf. Mt 13.19-23, 37-43). O Senhor Jesus Cristo aqui segue o mesmo exemplo, e explica a visão para João seu servo. Ele diz: “As sete estrelas” (são os sete anjos das sete igrejas). E “...os sete castiçais” (são as sete igrejas). Este versículo se divide em duas partes: texto e contexto (metolinguagem); a primeira sendo uma visão; a segunda: uma interpretação do próprio Senhor. O primeiro capítulo deste livro, a começar pelo quarto versículo, é uma espécie de apresentação em favor do livro inteiro, introduzindo o autor sagrado a sua mensagem à Igreja, além de aludir, em termos breves, àquilo que está contido no livro. Portanto, o livro inteiro do Apocalipse, apesar de ser um livro profético, é moldado na forma de uma “carta”, endereçada as sete igrejas da Ásia Menor, e, através dessas igrejas, à Igreja Universal do Filho de Deus.

Amém. 


E,estas são as Igrejas Abomináveis :
Sinagogas de satanás.
 Clique acima para ver o original deste Testemunho de Fé. 


Primeira Igreja: Bichos de toda espécie.



 Vi uma multidão de baratas, bichos peçonhentos de todas as espécies, vi que eles dominavam todo aquele lugar, eles estavam em toda a parte: no altar, nos instrumentos, até no lugar onde se põe a Bíblia eles estavam pendurados. Quando olhei a minha frente, vi o pastor dessa Igreja, em pé, do meu lado direito, mas ele estava em baixo pois em cima no altar só estava eu. Depois vi que o pastor também estava coberto de bichos de todas as espécies, ele estava bem vestido, ao seu lado, entrelaçada em seu braço tinha uma mulher de vermelho, achei que fosse sua esposa, mas o Senhor me disse que era a Grande Prostituta. Depois o Senhor me mostrou a sua esposa, ela estava sentada na cadeira perto dele, mas ela estava como morta viva, não tinha forças nem para se mover do lugar, pois ela sabia que o seu marido estava ao lado da prostituta.   
Vi também a multidão, que estava eufórica, andava de um lado para outro da igreja. A igreja era muito agitada, as pessoas pareciam ser uma benção, vi como elas clamavam e choravam pedindo a DEUS as suas bênçãos, suas libertações, e tudo parecia estar em ordem, mas DEUS me disse: "Olhe para cima." Queridos, quando vi aquilo quase não acreditei. Vi milhares de bichos cobrindo todo o teto da parede, eles faziam uma espécie de barreira para que a oração que fosse feita naquele lugar não chegasse a DEUS, e os seus clamores não fossem ouvidos, tudo estava sendo coberto para que não passasse para o céu.
Fiquei em estado de choque com o que meus olhos estavam vendo, mas em mim eles não tocavam pois eu estava sobre o SANGUE DE JESUS, fiquei horrorizada, depois saí dessa igreja e o Senhor me levou a ver outra igreja.

Segunda Igreja: Funeral

Vi uma igreja que estava sobre uma letargia satânica, eles estavam quietos como se estivessem hipnotizados, eles não entediam nada, não conseguiam ver nada, ouvir nada, ter compreensão de nada. Os membros pareciam estar velando alguém morto, pareciam estar num funeral cultuando uma cerimônia religiosa em prol daquele que sofreu  e estava morto. Em cima no altar havia alguém tocando piano, muito lentamente, em respeito ao culto, uma espécie de hipnose total se fazia naquela congregação. Depois
dessa igreja  o Senhor me levou a outra.

 Terceira Igreja: Amarrados e Acorrentados.

Pegamos um metrô. Ele passava num túnel e corria como o trem-bala no Canal da Mancha. Passamos por uma superfície por debaixo da terra até chegarmos nessa igreja. Eu estava sobre o SANGUE DE JESUS, e subimos nesse lugar e fomos até o púlpito. De lá, o Senhor me mostrava toda a Igreja. Quando chegamos lá em cima, vi uma multidão de pessoas presas ao banco, elas não conseguiam sair para ganhar vidas, pois estavam acorrentadas, elas eram vigiadas por demônios que inspecionavam toda a congregação para que ela não ganhasse vidas. Vi pessoas chorando, outras gritando, outras clamando, outras se debatendo e pedindo ao Senhor que mandassem alguém ajudá-las a sair para ganhar vidas pois elas estavam morrendo. A Igreja estava tomada pelos demônios, outras pessoas se conformavam e ficavam quietinhas em seus bancos. Nessa igreja não havia pastor, a igreja estava desgovernada. Fomos para outra igreja.

Quarta Igreja: Esgoto.


O Senhor também me mostrou tudo que havia nesta igreja. Eu fui para o seu altar no tapete, pois essa era a única arma que eu tinha para me livrar de toda a lama que tinha nessa Igreja. De cima do altar o Senhor me mostrou toda a sua podridão. Vi um Altar contaminado por um lixo que tomava tudo e todos que estavam ali. Depois vi o pastor da igreja, este também estava embaixo do lado direito, e ele estava coberto de lama de esgoto, tinha fezes nele. Ele estava segurando em sua mão uma Bíblia, e a sua roupa estava engomada, ele estava de palitó e gravata, mas estava totalmente coberto de lama e tudo que se tem em um esgoto; ele fedia; ele estava podre, totalmente podre. De cima do altar saía uma cachoeira de lama de  esgoto, saíam como uma enxurrada, como se de lá do altar transbordasse toda aquela podridão. Depois vi como a Igreja estava deplorável, lastimável era o seu estado. Muitos choravam, outros riam, outros oravam ao Senhor, mas eles estavam sendo encharcados da lama que vinha do esgoto. E a Igreja se enchia da sua podridão, e o pastor ria ao cântico que fluía do altar e jorrava esgoto, os ratos passeavam sobre o salão. Depois o Senhor me levou a conhecer outra igreja. Eu estava em estado de choque, não sabia nem o que falar.




  Quinta Igreja: Sustentada por demônios.

Entrei nessa igreja. Ela era boa e vistosa. Entrei e fui para o seu altar, mas antes de subir o Senhor me mostrou uma coisa em baixo dela: o Senhor me disse: "Olhe e veja o que sustenta essa Igreja." Olhei e vi um monte de demônios que ficavam segurando essa igreja como colunas, tinha milhares deles sustentando essa Igreja. Ao entrarmos, o Senhor me disse: "Está vendo esse aí?" Vi um homem bonito, grande, belo aos olhos humanos. O Senhor me disse que ele era um satanista infiltrado no ministério para fazer dele uma maldição. Vi esse homem com uma capa preta, agir na liderança. Logo, o Senhor me disse que ele fazia parte da liderança daquela Igreja, e ele ministrava a muitos membros, era visto como um grande líder, mas ele estava destruindo a vida de muitos. E o pastor não via esse homem menos que os outros, ele parecia ser um bom homem e um grande líder e lhe depositava muita confiança. E os demônios entravam e saíam dessa igreja. Depois eu fui para outra igreja.


 Sexta Igreja: Luxo e ornamento

Vi muito luxo, coisas finas e caras. Vi um grande ornamento que era todo feito em vermelho. As pessoas se vestiam com roupas finas e coisas caras, jóias, e grandes enfeites. Os homens também estavam sempre impecáveis. Nessa igreja eu não subi ao altar. 
Vi uma mulher subir ao altar e ouvi o Senhor me dizer  que todo aquele luxo era para Jezabel,  a meretriz. O Senhor me disse que ela tomava conta de todos da igreja, ela ministrava e tomava conta de tudo, e todos a obedeciam em tudo, porque ela tinha domínio sobre eles. Depois o Senhor me levou para mais uma igreja.









Sétima Igreja: Pastor rei.


 Vi um pastor sentado como rei em um trono. Esse trono era um altar de igreja. Esse pastor era aplaudido como se fosse deus. Em baixo do trono onde esse pastor estava sentado, mais precisamente em sua base, o Senhor me mostrava o que estava sustentando o trono desse pastor: vi demônios que sustentavam a base do trono. O Senhor me mostrou também dentro dessa igreja os seus fiéis, vi uma multidão que segurava em suas mãos uma estátua e eles beijavam a estátua e prestavam adoração ao deus que estava assentado nesse trono. 
O Senhor me mostrou mais coisas: olhei mais detalhadamente a estátua que eles seguravam e prestavam culto, e vi que era a mesma imagem do pastor que estava no altar de DEUS se achando o próprio rei.




By you tube.


By you tube.





 Clique aqui.


. 


domingo, 15 de maio de 2011

O Apocalipse, A Profecia ou Revelação.


Caminho a Deus,estude com a Bíblia:
Prefácio.


 
imagens by Google.

25 Porque a loucura de Deus é mais sábia que os homens;
e a fraqueza de Deus é mais forte que os homens.
26 Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne,
 nem muitos os poderosos.

nem muitos os nobres que são chamados.
27 Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do
mundo para confundir os sábios;
e Deus escolheu as
coisas fracas
do mundo para confundir as fortes;
28 e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as
desprezadas, e as que não são,

para reduzir a nada as que são;
(I Coríntios 1 : 25_28).


imagens by Google. 

E,no soar da Trombeta....

I Coríntios 15:51-54 "Eis aqui vos digo um grande mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados. Num momento, num abrir e fechar de “olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade. E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória”.
1 Tessalonicenses 4:13-18 Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os demais, que não tem esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem Deus os tornará a trazer com Ele. Dizemo-vos, pois, isto, pela Palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do Céu com alarido e com a voz de Arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com Ele nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor”.


you tube vídeos


 you tube vídeos


Jesus Virá,Vigiai pois a Hora e o Dia,Ninguém Sabe...
1 Mas, irmãos, acerca dos tempos e das épocas não necessitais de que se vos escreva:
2 porque vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como
vem o ladrão de noite;
3 pois quando estiverem dizendo: Paz e segurança! então lhes sobrevirá
repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida;
e de modo nenhum escaparão.
4 Mas vós, irmãos, não estais em trevas, para que aquele dia, como ladrão,
vos surpreenda;
5 porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite
nem das trevas;
6 não durmamos, pois, como os demais, antes vigiemos e sejamos sóbrios.
7 Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embriagam,
embriagam-se de noite;
8 mas nós, porque somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da
couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;
9 porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançarmos a
salvação por nosso Senhor Jesus Cristo,
10 que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos,
 vivamos juntamente com ele.
11 Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros,
como na verdade o estais fazendo.
12 Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós,
presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam;
13 e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obras.
Tende paz entre vós.
14 Exortamo-vos também, irmãos, a que admoesteis os insubordinados,
consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimes para com todos.
15 Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem,
uns para com os outros, e para com todos.
16 Regozijai-vos sempre.
17 Orai sem cessar.
18 Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
19 Não extingais o Espírito;
20 não desprezeis as profecias,
21 mas ponde tudo à prova. Retende o que é bom;
22 Abstende-vos de toda espécie de mal.
23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
I Tessalonicenses  5 : 1_23.



 you tube vídeos




A palavra Revelação quer dizer tirar a tampa ou descobrir a fim de mostrar o conteúdo de qualquer objeto fechado. Apocalipse, então, descobre para nós a Pessoa de Jesus Cristo.O Apocalipse não é fruto da descoberta humana, mas decisão divina em revelar as coisas que hão de vir. Vemos que a Revelação veio de Deus que comunicou-a ao seu Cristo que por sua vez enviou um anjo que finalmente fez chegar ao conhecimento do apóstolo João.


imagens by Google.

Quando foi escrito o livro de Apocalipse? Eu não acredito que tenhamos de saber a data exata em que João escreveu para entender a mensagem básica de Apocalipse. Mas, achamos algumas coisas no livro que nos dão uma idéia de quando foi escrito. 
Há pelo menos três pontos de vista populares quanto à data do escrito:

Durante o reinado de Domiciano (cerca de 95 d.C.). Baseado em referências exteriores ao livro, especialmente um comentário por Irineu (escrevendo cerca do ano 180 d.C.), que o Apocalipse foi escrito próximo do fim do reinado de Domiciano, muitos comentários datam o livro de cerca de 95 ou 96 d.C.

Durante o reinado de Nero (cerca de 68 d.C.). Baseado especialmente na história da perseguição por Nero e referências dentro do livro, como a menção do templo e seu mobiliário (11:1), e a cidade santa (11:2), algumas pessoas acreditam que
o livro foi escrito perto do fim do reinado de Nero, e que ele fala especialmente da destruição de Jerusalém, que ocorreu no ano 70 d.C.

Durante o reinado de Vespasiano (69-79 d.C.). Baseado em evidência interna, especialmente Apocalipse 17:10, alguns
estudantes da Bíblia acreditam que o livro foi escrito entre as duas "bestas" perseguidoras. Identificando estas bestas como Nero e Domiciano, "o que existe" é Vespasiano. Esta parece ser a mais específica referência a data no livro, e este ponto devista é mais consistente com a abordagem geral de colocar o texto bíblico acima dos argumentos históricos. Desta perspectiva, as punições discutidas no livro seriam dirigidas especialmente para o poder do mal comandado pelo imperador romano Domiciano. Enquanto eu reconheço alguns argumentos razoáveis para sugerir outras datas, pessoalmente favoreço esta posição, preferindo apoiar-me mais firmemente na evidência interna do que nos argumentos históricos.

O Apóstolo Paulo passou três anos na cidade de Éfeso, mais ou menos em 55 d.C. (Atos 20.31) Segundo a tradição, cerca de dez anos depois da saída de Paulo, o Apóstolo João chegou àquela mesma cidade. Serviu a igreja durante uns 30 anos como pastor. João teria conhecido as outras igrejas da região conhecida na época como a “Província Romana de Ásia”, hoje como Turquia.
João continuou seu ministério em Éfeso até que foi levado para a ilha prisão de Patmos. Era cerca do ano 96 d.C., no final do primeiro século,
mais de meio século após a ascensão de Jesus.


 Sinopse I

" A Revelação de Jesus Cristo”. 


O vocábulo português “revelar”, derivado do latim “revelare”, é geralmente a tradução do termo hebraico “gãlô" e do termo grego “apokalyptõ” (substantivo, apokalypsis), que corresponde a “gãlô” na Septuaginta e no Novo Testamento. Os escritores clássicos traduziram a palavra “apocalipse” por “revelação”, e esta foi vertida para o latim com tal sentido, em razão de o verbo “revelar”, que freqüentemente é empregado nas Escrituras ter este sentido (Pv 11.13 e Dn 2.22, 28).

 A revelação tem dois pontos focais: 

I Os propósitos de Deus;
II A pessoa  de Deus.
I  Por um lado, Deus informa os homens a respeito de Si mesmo: quem é Ele, o que tem feito, o que está fazendo, o que fará, e o que requer os homens façam. Assim é que o Senhor tomou Noé, Abraão e Moisés, aceitando-se em relação de confiança; informando-os sobre o que havia planejado e qual era a participação dos mesmos nesse plano (cf. Gn 6.13-21; 12.1 e ss; 15.13-21; Êx 3. 7-22). Semelhantemente, o Deus Todo-poderoso declarou a Israel as leis e promessas de Sua Aliança (Êx capítulo 20 a 23; Dt 4.13 e ss; Sl 78.5; 147.19). Ele desvendou Seus propósitos aos profetas, seus servos (Am 3.7). Cristo disse aos discípulos durante seu ministério terreno: “...tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15.15b). Deus revelou a Paulo, o grande “...Mistério da Sua vontade, segundo o seu beneplácito” (cf. Ef 1.9a e 3.3). No Apocalipse, Cristo revelou a João seu servo “...as coisas que brevemente devem acontecer”.

II   Por um lado, quando Deus envia a Sua Palavra aos homens, Ele também os confronta consigo mesmo. “A Bíblia não concebe a revelação como uma simplestransmissão divinamente garantida, mas antes, como a vinda pessoal de Deus aoshomens, para tornar-se conhecido deles (cf. Gn 35.7; Êx 6.3; Nm 12.6-8; Gl 1.15 e ss). Esta é a lição que devemos aprender das teofanias do Antigo Testamento (cf. Êx 3.2 e ss; 19.11-20; Ez 1; etc), bem como do papel desempenhado pelo enigmático “anjo (mensageiro) do Senhor”, que evidentemente é uma manifestação do próprio Deus”. O Apocalipse não revela apenas o princípio de formação do grande plano de Deus na obra da redenção, mas de um modo particular, seu  desenvolvimento e  consumação.

O Conteúdo do Apocalipse:

I  Seu conteúdo se compõe de: 22 capítulos, 404 versículos, 12000 palavras e 9 perguntas: (5.2; 6.10,17; 7.13; 13.4 (duas vezes); 15.4; 17.7; 18.18). “A Bíblia divide a raça humana em três partes: quer dizer, os judeus, os gentios, e a Igreja (1 Co 10.32), e contém, uma mensagem para cada uma das três. O Antigo Testamento trata das duas primeiras divisões. Por exemplo, o livro de Daniel trata dos judeus e dos domínios gentílicos, sem mencionar a Igreja graficamente. O Novo, dá a mensagem para a Igreja, e Paulo, especialmente, em todas as suas epístolas trata dela, enquanto que temos a palavra final de Deus para judeus, gentios e, a Igreja,  no Apocalipse. Encontramos a  Igreja no princípio do livro; Israel no meio; e  as  nações  gentílicas  no fim.

 II O livro é composto ao  redor do simbolismo do número sete. Há sete cartas para sete igrejas da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática), capítulos 1 a 3. Sete selos num livro que se encontra na mão direita de Deus, capítulo 5. Sete trombetas que anunciarão estranhos castigos, capítulos 8 a 11. Sete castiças de ouro nas mãos de Jesus, capítulo 1. Sete anjos (agentes humanos), capítulo 1.20 e ss. Sete anjos (agentes divinos), capítulos 8 a 16. Um Cordeiro com sete pontas e sete olhos, capítulos 1.4 e 4.5. Sete trovões, capítulo 10.3. Há também referência de um grande dragão vermelho com “sete cabeças”e “sete diademas”, capítulo 12.3. A Besta semelhante ao leopardo tinha “sete cabeças”, capítulo 13. No capítulo 17 do livro em foco, é-nos dito que, ela tem “sete cabeças”. Há também “sete montes” e “sete reis”, capítulo 17.9-10. Para os remidos do Senhor, há também “sete bem-aventuranças” (1.3; 14.13; 16.15; 19.9; 20.6; 22.7,14). Na metade final da septuagésima semana profética de Daniel (9.27), entra em ação sete personagens principais: (a) A mulher. Ap 12.1 e ss; (b) O dragão. Ap 12.3 e ss; (c) O menino. Ap 12.5 e ss; (d) Miguel, o Arcanjo. Ap 12.7; (e) A descendência da mulher. Ap 12.17; (f) A Besta saindo do mar. Ap 13.1 e ss; (g) A Besta saída da terra. Ap 13.11 e ss. No capítulo 14, encontramos “sete visões”; visões separadas em si e, sem conexão, cada uma completa em si mesma: (vs. 1-5; vs. 6-7; vs. 9-12; v. 13; vs. 14-16; vs. 17-20). Há também sete promessas para “aquele que vencer” (2.7, 11,17,26; 3.5,12,21). Há sete cores no “arco celeste”, capítulos 4 e 10. Sete, declara o Dr. H. Lockyer, Sr., provém de uma raiz hebraica que significa “ser completo, satisfeito, ter suficiente”, e transmite a idéia de perfeição ou totalidade. O papel importante que este número tem no Apocalipse é provado pelo fato de João usá-lo não menos que 50 vezes. 


O Autor:

O autor desta grande obra é o próprio Deus. É esta (diz H. H. Halley) a primeira declaração do livro. Do ponto de vista humano, é atribuído a João, “o filho de Zebedeu” (Lc 5.10; Ap 1.1,4,9; 22.8). A autoria do Apocalipse a pessoa de João, é comprovada tanto pelas provas externas como internas:

I  Provas externas. Segundo tradição bem estabelecida, desde a época dos País Apostólicos, e no julgamento da grande maioria dos primitivos cristãos, o Apóstolo João, aquele que esteve reclinado “sobre o peito” do Senhor (Jo 21.20), foi o escritor do Apocalipse. “Outro testemunho direto a favor do Apóstolo João como autor do Apocalipse nos vem de Irineu, que morreu em Lion, na França, perto do ano 190 de nossa era. Ele nasceu e se criou na Ásia Menor, na esfera das sete igrejas. Foi discípulo de Policarpo, que foi bispo duma das sete igrejas, a de Esmirna. Dentre outros do passado, Clemente, de Alexandria, Tertuliano, de Cartago, Orígenes, de Alexandria (223 d.C.). Hipólito, de Roma (140 d.C.). Outros que vieram depois, conclamaram a mesma coisa: Basílio, o Grande, Atanásio, Ambrósio, Cipriano, Agostinho e Jerônimo”. Teófilo, bispo de Antioquia (Síria ocidental), na última metade do século II d.C., cita o Apocalipse como sendo obra do Apóstolo João, o último sobrevivente dos companheiros de Jesus.

II  Provas internas. O próprio autor diz que seu nome é JOÃO, descreve-se como “servo” de Deus (1.1), e como um dos “profetas” (22.9). Com exceção de 1 Coríntios, Apocalipse é citado com o nome do autor antes de qualquer outro livro do Novo Testamento. Em seu Evangelho e Epístolas, João escreve na terceira pessoa, mas no Apocalipse, menciona seu nome cinco vezes na primeira pessoa (1.1,4,9; 21.2; 22.8). A nossa solene convicção é de que João o escreveu! Houve trovão,quando Deus escreveu as primeiras palavras da Bíblia (cf. Êx 19.16 e 30.18). Assim, suas últimas palavras só podiam ser escritas por João, “o filho do trovão” (Mc 3.17 e Ap 22.18). 

Conceitos e métodos de Interpretação:

O Apocalipse tem sofrido vários pontos de vista de interpretações, tanto no passado como no presente, sendo, porém, cinco defendidos com mais veemência:

I O ponto de vista preterista. (Do passado). Este método é praticamente oposto ao método futurístico. Os futuristas afirmam que nada do livro (com exceção dos capítulos 1,2, e 3) se cumpriu ainda. Os preteristas, no sentido restrito do termo, afirmam que todo o livro foi já cumprido nos dias do império romano, no primeiro século da nossa era, embora, talvez haja acontecimentos relacionados ao segundo século. “A palavra “preter” é um prefixo do latim “praeter”, que significa passado ou além de. O derivado “preterista” aqui empregado significa aquele que encara o passado o cumprimento do Apocalipse. Pieters acha que há dois grupos de preteristas: os da direita e os da esquerda.

II O ponto de vista histórico. Os intérpretes que assumem essa posição procuram encaixar todos os acontecimentos previstos no Apocalipse em várias épocas da história humana.

III  O ponto de vista futurista. (O que nós aceitamos em razão de se coadunar com o conteúdo e argumento principal do livro). Esse ponto de vista aceita que os acontecimentos narrados nos capítulos 1,2 e 3, são de fato históricos, e tiveram seu cumprimento nas igrejas existentes naqueles dias, no pequeno Continente da Ásia Menor (hoje, atual porção da Turquia Asiática). Porém, no que diz respeito aos seus métodos de aplicação, têm servido para as igrejas de todos os tempos. A partir do capítulo 4 o livro é completamente futurista, e terá o devido cumprimento durante o período sombrio da Grande Tribulação, seguido pelo Milênio; depois virá a Eternidade.

IV O ponto de vista simbólico. (Ou místico). Os eruditos dessa escola crêem que o livro do Apocalipse não é essencialmente profético e nem histórico, mas é uma vívida coletânea de símbolos místicos, que visam a ensinar lições espirituais e morais. São os idealistas que, somente vêem no livro apresentações simbólicas do conflito entre o bem e o mal, e da vitória final do bem. Esse método de interpretação é, sem dúvida rejeitado na declaração: “As coisas que brevemente devem acontecer” (1.1).

V O ponto de vista eclético. (Citado pelo Dr. Russell Norman Champrin, Ph. D.). Alguns intérpretes do Apocalipse “misturam” todas as idéias expostas acima, de modo que nenhuma domina: as demais. Não há dúvida de que devemos preservar “alguns elementos” (mas não todos) de cada um desses métodos apresentados sobre o livro, em um grau ou outro. O livro ensina-nos lições morais e místicas,aplicáveis a qualquer época. Contudo, certamente erraremos, se não contemplarmos o livro do Apocalipse como obra “essencialmente profética”, e da primeira ordem.



imagens by Google.

Sinopse II

AUTOR. O apóstolo João.
LUGAR. Possivelmente na ilha de Patmos, na costa ocidental da Ásia Menor, aonde João foi desterrado " por causa da Palavra de Deus e do testemunho de Jesus ".
DATA. Indeterminada. De acordo com a opinião tradicional, perto do ano 96 a.C.
AUTORIDADE. Diz-se ser a revelação de Jesus, 1:1.
MÉTODOS DE INTERPRETAÇÃO. Estes têm sido extremamente variados e com freqüência imaginativos. Milhares de volumes têm sido escritos sobre este livro. Existem quatro escolas principais que tratam deste tema.
(1) A pretérita. Crê que as profecias de Apocalipse já se cumpriram.
(2) A futurista. Sustenta que o livro contém um prognóstico da história universal.
(3) A histórica. Vê os eventos do livro como descrições simbólicas da história da igreja, desde a época do Novo Testamento até o final dos tempos.
(4) A eclética, ou idealista. Firma-se nos princípios espirituais do livro e não dogmatiza sobre detalhes das visões mais misteriosas.
Esta escola crê que há três classes de passagens no Apocalipse: as que são mui claras em seu ensino espiritual; as que são misteriosas, mas que contêm elementos da verdade e são instrutivas; as que são tão ocultas que é inútil, com nosso conhecimento atual, dar-lhes interpretações finais.
É provável que algumas profecias contenham dois elementos, o próximo e o distante. O primeiro se refere especialmente a eventos durante a época de João ou pouco depois; o último trata de acontecimentos dos tempos vindouros.
PARTICULARIDADES
(1) O Apocalipse é o único livro da Bíblia que contém uma promessa especial aos leitores obedientes (1:3), e ao mesmo tempo pronuncia uma maldição sobre os que alterem seu conteúdo, 22:18-19.
(2) Sete é o número dominante do livro. Sete candeeiros, igrejas, selos, anjos, trombetas, tronos, taças, espíritos, estrelas, etc.; e sete "não mais".
(3) Os últimos capítulos de Apocalipse contêm um contraste assombroso com os primeiros capítulos de Gênesis. Gênesis fala da criação do sol, da entrada do pecado no mundo, da proclamação da maldição, do triunfo de Satanás, e da exclusão da "árvore da vida". Apocalipse fala de um lugar onde não haverá pecado nem maldição, onde Satanás será vencido, e onde haverá acesso à " árvore da vida ".
PLANO DE ESTUDO
Ainda que este livro tenha sido com freqüência passado por alto, devido a seu caráter misterioso, há muitos pontos de vista a partir dos quais pode-se estudá-lo proveitosamente, sem a necessidade de dar-lhe interpretação dogmática ou arbitrária. Se o livro está escrito em chave, não pretendemos haver encontrado um manual que lhe revele os mistérios.
Simplesmente sugerimos o tema seguinte como algo proveitoso.
TEMA SUGERIDO. O conflito moral e espiritual das épocas.
FIGURA CENTRAL. O Cordeiro, finalmente vitorioso sobre todos os poderes do mal. O Cordeiro é mencionado cerca de trinta vezes.
ACONTECIMENTOS DA ÉPOCA. Há muitos destes acontecimentos no livro; sugerimos dois, que devemos considerar no estudo das visões.
(1) O nascimento do filho varão, visto por muitos como a encarnação de Jesus Cristo, cap. 12.
(2) O toque da sétima trombeta (11:15), que anuncia sua vitória em todo o mundo.
SINOPSE
O livro pode ser dividido numa série de visões, algumas das quais são parcial ou totalmente veladas: outras são comparativamente claras em seus ensinos. Não é possível dizer sempre onde termina uma visão e começa outra, mas, por conveniência, elas podem ser estudadas sob vários números, de acordo com o ponto de vista de cada uma.
Cap. 1.
(1) Introdução e promessa aos leitores obedientes, vv. 1-3.
(2) Saudação de João e do Cristo glorificado, vv. 4-8.
VISÃO I.
(1) Do Cristo glorificado, 9-16.
(2) A ordem de escrever às sete igrejas, v. 19.
(3) A mensagem às igrejas, caps. 2-3.
Cap. 2.
(a) A Éfeso, a igreja reincidente, persistente no serviço, estrita na disciplina, mas esfriando-se em seu amor, vv. 1-7.
(b) A Esmirna, a igreja pobre, mas verdadeiramente rica, que enfrenta um período de perseguição, vv. 8-11.
(c) A Pérgamo, a igreja num ambiente perverso, firme mas infectada com heresia, vv. 12-17.
(d) A Tiatira, a igreja de boas obras, mas que tolerava uma falsa profetisa, vv. 18-29.
Cap. 3.
(e) A Sardes, a igreja moribunda, vv. 1-6.
(f) A Filadélfia, a igreja fraca, mas fiel, vv. 7-13.
(g) A Laodicéia, a igreja morna, satisfeita consigo mesma, que se orgulha da sua riqueza, mas que é miserável, pobre, cega e nua, vv. 14-22.
Pensamento saliente: promessas aos vencedores.
VISÃO II. Parcialmente velada.
Cap. 4.
(1) A visão de Deus no céu sobre seu trono, o Criador do Universo recebendo a adoração dos seres viventes e dos vinte e quatro anciãos, vv. 1-11.
Cap. 5.
(2) O Cordeiro abre o livro dos sete selos, o cântico novo, e a adoração universal do Cordeiro. Interpretação sugerida: somente Cristo pode descobrir os mistérios divinos mas profundos.
Cap. 6.
(3) A abertura dos seis selos, (velada), vv. 1-17. Tem havido muitas interpretações diferentes; não vale a pena juntar outra. Uma lição clara, vv. 9-11, é que os crentes são provados pela demora divina.
VISÃO III. Parcialmente velada.
Cap. 7. vv. 1-8, Pensamento sugerido: Deus protege seu povo escolhido.
VISÃO IV.
Cap. 7. Certezas reconfortantes.
(a) A multidão incontável dos redimidos, vv. 9-10.
(b) Os meios mediante os quais eles aparecem na presença de Deus, vv. 13-15.
(c) Suas atividades e seu gozo eterno, vv. 15-17.
VISÃO V. Parcialmente velada.
Cap. 8. Evento transcendental, a abertura do sétimo selo, causa silêncio no céu. v. 1.
Possível explicação. Toda a música e as vozes dos anjos silenciaram porque durante o período do sétimo selo Cristo devia sair para a sua missão na terra.
Isto não é mera imaginação. O fim do tempo evidentemente se aproximava, 10:6. Se esta interpretação é correta, em 8:1 nos encontramos na fonte exata do plano divino de salvação, e veremos que os eventos focalizam até o filho varão do capítulo.
Em 8:3-4, a idéia parece ser que as orações dos santos subiram a Deus pedindo a vinda do reino messiânico.
Cap. 9. Logo continua uma porção velada da visão, o toque das seis trombetas, caps. 8 e 9, que segundo parece, anuncia os juízos vindouros.
Caps. 10 e 11.
VISÃO VI. Parcialmente velada. A única coisa clara é que os eventos parecem apontar a grande consumação pelo fato do anjo poderoso anunciar que não haveria mais demora. (10:5-7), mas que as boas novas referidas pelos profetas estão prestes a ser cumpridas.
Entre tantas opiniões diferentes, é temerário sugerir uma interpretação do livrinho do capítulo 10 e das duas testemunhas do capítulo 11. Já que estes precedem imediatamente a visão do nascimento do filho varão do capítulo 12, eles podem referir-se ao período profético anterior à vinda de Cristo.
Talvez os capítulos 12-20 contenham visões parcialmente veladas relacionadas com o grande conflito messiânico.
VISÃO VII.
Caps. 12 e 13. O grande evento da época, O nascimento do filho varão, Cristo, e a manifestação simultânea dos poderes satânicos organizados para destruí-lo.
A justificação deste ponto de vista é que durante a vida de Cristo na terra os poderes das trevas estavam em intensa atividade. Note a intenção de Herodes de destruir o menino Jesus, os numerosos casos de possessão satânica e a oposição maligna que resultou na crucificação de Cristo.
Não há aqui nenhuma interpretação detalhada dos mistérios, mas se chama a atenção para as armas espirituais com as quais seria ganha a vitória, vv. 12.11.
VISÃO VIII. Parcialmente velada.
Cap. 14, vv. 1-13. Sem nenhuma interpretação forçada, é possível olhar este capítulo como um resumo profético do conflito vindouro entre o Cordeiro e seus inimigos.
Se este ponto de vista é aceito, nos primeiros cinco versículos os cento e quarenta e quatro mil representariam os crentes sobresselentes da primeira dispensação; os versículos 6-7 se refeririam ao começo de uma atividade missionária em todo o mundo; os versículos 8-11 seriam anúncios preliminares da vitória final, e os versículos 12-13 se refeririam à bem-aventurança dos crentes mortos.
VISÃO IX. Parcialmente velada.
Cap. 14. A sega e a vindima, vv. 16-20.
VISÃO X. Parcialmente velada.
Cap. 15.
(1) Os primeiros vencedores e seu cântico, vv. 1-4.
(2) Os sete anjos e as taças de ouro, vv. 5-8.
Cap. 16. O derramamento das sete taças da ira, vv. 1-21.
VISÃO XI. Velada.
Caps. 17,18. A queda de Babilônia, a cidade prostituta, e dos inimigos do Cordeiro que a venceram.
VISÃO XII.
Cap. 19.
(1) O coro de aleluia no céu, celebrando a vitória espiritual, vv. 1-6.
(2) As bodas do Cordeiro, vv. 7-9.
VISÃO XIII.
(1) Cristo, o conquistador espiritual, sobre um cavalo branco, fere as nações com a espada do Espírito, 19:11-16.
(2) Parcialmente velada. Cristo vence a besta, o falso profeta e a seus aliados.
VISÃO XIV. Parcialmente velada.
Cap. 20.
(1) O aprisionamento de Satanás, vv. 1-3.
(2) A primeira ressurreição, vv. 4-6.
(3) Satanás é desamarrado; sua atividade maligna, vv. 7-9.
(4) A queda de Satanás, a besta e o falso profeta, v. 10.
(5) O juízo final, vv. 11-15.
VISÃO XV.
Caps. 21-22. Os novos céus e a nova terra. A cidade Santa, um tipo da Igreja, a esposa do Cordeiro.
Cap. 21. Suas características: Origem celestial,21:2; radiante, v. 11; separada e protegida, v. 12; acessível, v. 13; alicerces firmes, v. 14; inabalável, v. 16; formosamente adornada, vv. 18-21; com um templo espiritual, v. 22; iluminada por Deus, vv. 23-25;glorificada, v. 26; livre de manchas, v. 27.
Cap. 22. O paraíso restaurado. Suas características distintivas: o rio da vida, v. 1; a árvore da vida, v. 2; sem maldição, v. 3; a visão beatífica da marca divina nos santos, v. 4; o dia eterno e o domínio dos santos, v. 5.
Os últimos ensinos: fiéis e verdadeiros, v. 6; ressaltam o iminente regresso do Senhor, v. 7; deve-se adorar somente a Deus, vv. 8-9; o caráter leva à permanência final, v. 11; a última promessa, v. 14; o último convite, v. 17; a última advertência, vv. 18-19.
Bênção e oração, v. 21.


imagens by Google.




Fontes
Bíblia de Estudo:
Pentecostal,Plenitude e Batalha Espiritual.
Coletânia de Estudos Bíblicos.
Pr. Severino Pedro da Silva.
Por  Pr. Escriba Valdemir Mota de Menezes.
Teólogo Valdemir.
Carlos Henrique,Analista de sistemas.




Continuação do Apocalipse Capítulo I

 Clique no Link para a parte seguinte do Estudo do Apocalipse.



.