domingo, 3 de março de 2013

Livro de Daniel Capítulo I.




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1     No ano terceiro do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, e a sitiou.
 

2     E o Senhor entregou nas suas mãos a Jeoiaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu deus.
 

3     E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos príncipes,
 

4     Jovens em quem não houvesse defeito algum, de boa aparência, e instruídos em toda a sabedoria, e doutos em ciência, e entendidos no conhecimento, e que tivessem habilidade para assistirem no palácio do rei, e que lhes ensinassem as letras e a língua dos caldeus.
 

5     E o rei lhes determinou a porção diária, das iguarias do rei, e do vinho que ele bebia, e que assim fossem mantidos por três anos, para que no fim destes pudessem estar diante do rei.
 

6     E entre eles se achavam, dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias;
 

7     E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: a Daniel pôs o de Beltessazar, e a Hananias o de Sadraque, e a Misael o de Mesaque, e a Azarias o de Abednego.
 

8     E Daniel propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe permitisse não se contaminar.
 

9     Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos.
 

10     E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois por que veria ele os vossos rostos mais tristes do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim porias em perigo a minha cabeça para com o rei.
 

11     Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias:
 

 12     Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, e que se nos dêem legumes a comer, e água a beber.
 

13     Então se examine diante de ti a nossa aparência, e a aparência dos jovens que comem a porção das iguarias do rei; e, conforme vires, procederás para com os teus servos.
 

14     E ele consentiu isto, e os experimentou dez dias.
 

15     E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos de carne do que todos os jovens que comiam das iguarias do rei.
 

16     Assim o despenseiro tirou-lhes a porção das iguarias, e o vinho de que deviam beber, e lhes dava legumes.
 

17     Quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras, e sabedoria; mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos.
 

18     E ao fim dos dias, em que o rei tinha falado que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe diante de Nabucodonosor.
 

19     E o rei falou com eles; entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; portanto ficaram assistindo diante do rei.
 

20     E em toda a matéria de sabedoria e de discernimento, sobre o que o rei lhes perguntou, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos astrólogos que havia em todo o seu reino.
 

21     E Daniel permaneceu até ao primeiro ano do rei Ciro.





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Existem fantasias científicas que prendem nossa imaginação. Viagem no tempo. O universo cheio de alienígenas de todos os tipos. Um universo cheio de conflitos e defeitos. Por mais estranho que possa parecer, o livro de Daniel revela uma guerra espiritual não muito diferente daquelas encontradas nas cenas de ficção científica. 

Na Terra, o surgimento e queda de impérios e reinos não simplesmente acontecimentos 
na história do mundo. Cada evento é uma parte da grande controvérsia que se iniciou muito tempo atrás entre Jesus e Satanás. Somente quando isto é visto no contexto desta batalha espiritual, o livro de Daniel pode ser entendido corretamente. 

 O tema central do livro de Daniel é a guerra espiritual sendo dramatizada na Babilônia antiga. Estes eventos são simbólicos e símbolos do final do grande conflito que vai ter lugar no tempo final. Nos últimos dias, forças cósmicas estão trabalhando, procurando destruir aqueles que são fiéis a Jesus de forma incessante!




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1.   Quem é derrotado na abertura do livro de Daniel? 
(Daniel 1 : 1 - 2)


    No ano terceiro do reinado de Jeoiaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, e a sitiou.“... ” 


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2.  O que ultimamente tem acontecido ao povo de Deus? (Daniel 12:1)


 “... E NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro....” 


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O Poderoso Protetor



O tema da batalha entre as forças do bem e do mal. Nesta guerra, o vilão é Satanás e o protetor é Jesus. Bem como na batalha na Babilônia antiga, Jesus vai ser o grande protetor do povo de Deus no tempo do fim. Vamos ver como o livro de Daniel apresenta Jesus como o poderoso protetor do povo de Deus. 



3. Após Nabuconodosor haver lançado Sadraque, Mesaque e Abedenego dentro da fornalha ardente, quantas pessoas ele viu no fogo e Como se parecia este homem caminhando pelo fogo com Sadraque, Mesaque e Abedenego?  
(Daniel 3 : 25).


 “... Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus ...”


Nota : Enquanto Nabucodonosor havia lançado somente três homens dentro do fogo, ele agora vê um quarto homem caminhando com os outros três. Nabucodonosor reconheceu que estava vendo alguma coisa sobrenatural – um “filho dos deuses”. Quando os servos de Deus vão através da fornalha ardente, o Filho de Deus vai através do fogo com eles. Aqui está a tremenda figura de Jesus. Ele vem para proteger Seu povo fiel no meio de sua prova de fogo. Jesus é o Protetor.


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 4.   Descreva Aquele que deu encorajamento a Daniel em uma de suas visões e o Ser que apareceu a João como o Revelador do livro de Apocalipse.  
(Daniel 10 : 5 - 6 e Apocalipse 1 : 13 - 16).


“... E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; 

E o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão ...” 
(Daniel 10 : 5 - 6).


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 “... E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro.

E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; 

E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas.

E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece.” ...
(Apocalipse 1 : 13 - 16).

Nota:
 Comparando as descrições que vimos, concluímos que Daniel e João viram a mesma pessoa.


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5.  Quem é Este que apareceu a Daniel e João? 
(Apocalipse 1 : 13).


“... E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro ... ” 


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 O Opressor



6.  Que nomes são usados pela Bíblia para aquele que se opõe a Jesus e que tipo de ser esse quando ele foi criado?  
(Apocalipse 12 : 9; Isaías 14 : 12; Ezequiel 28 : 12 - 15).



“... E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele ...” (Apocalipse 12:9).


“... Como caíste desde o céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações !” (Isaías 14 : 12).


“...  Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti“ ...” (Ezequiel 28 : 15).


Nota:
 Deus não criou um demônio mal. Ele criou um anjo perfeito chamado Lúcifer. Lúcifer se tornou mau porque ele assim escolheu. 


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7.  O que Lúcifer tentou fazer e como resultado de sua rebelião, o que aconteceu a ele? (Isaías 14 : 13 e Apocalipse 12 : 7 - 9).


“...  tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte ...” (Isaías 14:13).


“... E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele...” (Apocalipse 12 : 9).

 Nota:

 Lucifer procurou se sentar onde se assentava Deus. Ele procurou colocar regras onde Deus colocou regras. Ele sentiu que poderia ser melhor que Deus regendo o universo, então se rebelou contra Deus. Uma guerra teve lugar no céu, não em alguma parte remota do universo. A rebelião que se iniciou com Lúcifer, finalmente o fez  ser lançado fora do céu ...


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 8.  Quando Lúcifer foi lançado fora do céu, quem ele procurou enganar e como ele engana o povo? (Apocalipse 12 : 12  e  2 Coríntios 11 : 12 - 15).


“... Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo ...” (Apocalipse 12 : 12).


 “... E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.

Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras  ...” (2 Coríntios 11 : 14-15).


 Nota:
 Tenham cuidado os habitantes da terra e do mar, O diabo está cheio de fúria porque seu tempo é curto ... Satanás não aparecerá como sendo mau. Ele tentará enganar o povo professando ter grande luz e verdade.


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9.  Satanás pode realmente operar milagres e até quem ele vai enganar? (Apocalipse 16 : 12 - 14  e Mateus 24 : 24).

  “...  Porque são espíritos de demônios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso ...” (Apocalipse 16 : 14)

“... Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”(Mateus 24 : 24).


Nota:
 Os enganos de Satanás nos últimos dias vão ser tão convincentes que muitos vão ser enganados. Nossa fé não pode descansar em milagres, sinais ou prodígios; nossa fé tem que descansar segura somente na Palavra de Deus. 



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10.  Com quem o povo de Deus vai fazer contenda nas batalhas da vida e como poderão os cristãos resistir ao adversário?  (Efésios 6 : 11 - 13).


      “... Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.

Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes ...”  
   

Nota:
  Os cristãos não estão em guerra com outro povo, mas contra as forças que procuram constantemente nos destruir. O Novo Testamento claramente amplifica o que foi revelado por Daniel. Há uma grande controvérsia acontecendo entre Jesus e Satanás, uma batalha sendo enfrentada por qualquer pessoa. 


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 11. O que é esta armadura? (Efésios 6 : 14 - 17).



“... Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça;

E calçados os pés na preparação do evangelho da paz;

Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno.

Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus ...”



Nota:
  Nossa única defesa contra as ciladas do inimigo é a firme confiança em Jesus, um profundo relacionamento pessoal com Ele, e um contínuo estudo de Sua palavra. 

Este é o único meio de vencer o inimigo. Existe uma grande guerra espiritual entre Jesus e Seus anjos x Satanás e seus anjos ... Atrás destas cenas da história humana, forças invisíveis estão trabalhando ... 


Uma batalha está sendo travada em toda alma. 

A boa nova do livro de Daniel é que Deus vai obter a vitória, 

Satanás e suas hostes vão ser derrotados, e o povo de Deus vai ser vitorioso ... 



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terça-feira, 17 de julho de 2012

A Profecia ou Revelação. Capítulo XXII





 
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  Capítulo XXII


1     E MOSTROU-ME o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.
 

2     No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações.
 

3     E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
 

4     E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome.
 

5     E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os ilumina; e reinarão para todo o sempre.
 

6     E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer.
 

7     Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro.
 

8     E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar.
 

9     E disse-me: Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.
 

10     E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
 

11     Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda.
 

12     E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.
 

13     Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o derradeiro.
 

14     Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas.
 

15     Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.
 

16     Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã.
 

17     E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.
 

18     Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
 

19     E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.
 

20     Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.
 

21     A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.





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 1. “E MOSTROU-ME o rio da água da vida, clara como cristal, que procedia do trono de 

Deus e do Cordeiro”. 


I. “...o rio puro da água da vida”. Esse rio puro que segundo se diz, é (“o rio da água da vida”) não deve ser identificado como sendo o mesmo descrito por Ezequiel (47.1-12), por vários motivos: 1. O descrito por Ezequiel tem o seu leito na terra; o do texto em foco tem seu leito no céu; o de Ezequiel, que também é descrito por Zacarias (14.1-8), terá sua nascente “...debaixo do umbral da casa” (o templo). Ez 47.1; o desta secção, porém, no “trono de Deus e do Cordeiro”. 

O primeiro será visto durante o Milênio, o segundo, já na eternidade. Durante o Milênio, a terra será enriquecida com “o rio milenial”. O leito deste rio será criado no momento em que Jesus tocar com seus pés sobre o monte das Oliveiras (Zc 14.4). Sua foz será debaixo da casa do Senhor, especialmente do seu lado direito. 2. À semelhança do Jardim do Éden, em que seu rio era dividido em “...quatro braços” (Gn 2.10); Esse rio porém, será dividido em dois (Zc 14.4, 8). Esses dois canais seguirão direções diferentes:

 (a) O primeiro, em direção ao mar Oriental (mar Morto) formando um vale nas montanhas de Judá (Zc 14.5), e ampliando as fontes de En-Gedi (fonte do cabrito) e En-Eglaim (fonte dos bezerros), que encrava-se entre Hebrom e o mar Morto (Js 15.62; Ez 47.10), chegando até Asel na parte oriental do território de Judá (Zc 14.5) conforme se depreende dos textos e contextos demonstrativos: 

(b) O segundo canal, seguirá em direção do mar Ocidental (mar Mediterrâneo), numa extensão de 80 quilômetros aproximadamente (Zc 14.8). Tudo isso nos faz lembrar o Jardim do Éden que possuía rios que fluíam, fertilizando suas terras, de tal modo, que a vida ali era tranqüila e calma. Assim também agora a Jerusalém terá sua água da vida, e a vida eterna florescerá ali, além de qualquer imaginação humana. 


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2. “No meio da sua praça, e de uma e da outra banda do rio, estava a árvore da vida que 

produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são a saúde 

das  nações”. 


I. “...no meio da sua praça”. Durante o período sombrio da Grande Tribulação, as duas testemunhas escatológicas foram mortas (“na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito...”), agora, entretanto, elas estão desfrutando das venturas eternas na (“praça principal”) da cidade do Senhor. Em algumas traduções modernas, podemos ler em lugar de “praça” (singular), “ruas” (plural). 

O grego, nesta passagem, singulariza a palavra, esse deve ser o sentido original. A “praça” significa realmente a (“Avenida Principal”), ou (“Eixo da Cidade”). Evidentemente este se identificará como sendo o “centro” da Capital Celestial. 1. A árvore da vida. Durante o Milênio, à margem daquele rio, descrito por Ezequiel e Zacarias, havia “...toda sorte da árvore que dá fruto para se comer” (Ez 47.12), mas, evidentemente não era a “árvore da vida”, mas apenas uma (“figura”) daquela (Hb 8.5; 9.23). 

Aqui, nesta secção, aparece a “árvore da vida” dando também seus frutos de mês em mês, indicado que ali haverá (“uma espécie de santa ceia divina”) para lembrar permanentemente a morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Suas folhas são (“foi”) para a saúde das nações, pois não haverá doença no estado eterno! O significado do pensamento, deve ser analisado em sentido antropomórfico para ser entendido pela mente natural. Assim, as folhas podem simbolizar a cura dos sofrimentos passados. A árvore do conhecimento do Bem e do Mal não aparece mais aqui: com a morte de Cristo, ela secou-se na cruz. 


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 3. “E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do 

Cordeiro, e os seus servos o servirão”.


I. “...nunca mais haverá maldição”. Segundo os estudiosos, o termo grego usual para “maldição” é “anathema” (1Co 16.22; Gl 1.8). O vocábulo aqui empregado significa, segundo se depreende qualquer “coisa maldita”; qualquer coisa digna de desaprovação ou juízo divino. A “maldição” vista na presente passagem cai sobre aqueles que não amam ao Senhor Jesus Cristo, mas na era eterna não existirá desamor (cf. 1Co 16.22). A maldição imposta sobre nossos pais (Adão e Eva) no Éden afetou a terra inteira, por causa do pecado; mas, agora, será totalmente banida.


 O pecado em sentido lato quando é citado no singular, define-se como aquele ato de rebeldia que produz a morte, tanto em seu aspecto físico como em seu aspecto espiritual (Gn 4.8); exemplifica a primeira parte (1Jo 3.15); exemplifica a segunda. O pecado assim é então personificado como (“o grande tirano”), que impõe tristeza, desespero, maldição e morte, colocando a criatura numa região tenebrosa, onde ela permanece triste e inativa (Mt 4.16; Ef 5.14). 

Mas na cidade celeste à perfeição será absoluta, a qual, naturalmente, não pode admitir maldição de qualquer espécie.


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 4. “E verão o seu rosto, e nas suas testas estará o seu nome”.


 I. “...verão o seu rosto”. Na era antiga, ninguém podia olhar para Deus e viver (Êx 33.20). Deus agora é invisível para os mortais, mas isso será alterado na nova era. Assim como Cristo foi mediador do que se pode conhecer de Deus, da sua existência e do caráter, em nosso velho e mortal período, assim também ele terá essa função na Eternidade (cf. 1Tm 6.15-16). Assim veremos a Deus “face a face” como Ele é. 

1. Hoje, o nome Teodicéia tornou-se sinônimo de Teologia natural, e se aplica ao conjunto do tratado de Deus. É a ciência de Deus pela razão. A Teologia em si mesma difere um pouco da Teodicéia. A Teodicéia é então uma ciência racional; quer dizer que não recorre senão às luzes natural.

 Difere por isso da Teologia, que toma por primeiros princípios, não os princípios da razão, mas os dados da Revelação. Porém, esse avanço da Teologia Natural e da Revelação a respeito de Deus, não proporcionou o direito do homem contemplar a Deus face a face. Mas no mundo vindouro como Ele é o veremos!


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 5. “E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque 

o Senhor Deus os alumia; e reinarão para todo o sempre”.


 I. “...não haverá mais noite”. O tempo se compõe, essencialmente, de três partes: o presente, o futuro. Só o presente existe: o passado já não é o futuro ainda não é. Isto prova, ainda, que o tempo, tomado na sua totalidade, não existe realmente a não ser no espírito, que, graças à memória, conserva o passado e, pela previsão, antecipa o porvir.

 1. Agora, porém, nesta secção, a expressão “...para todo o sempre” é uma tradução do grego (“tous aionas ton aionon”). Essa expressão, treze vezes no Apocalipse. Ela é usada como segue:

(a) Nova vezes a palavra se refere a Deus, isto é, nove vezes é dito que Deus vive e domina “pelos séculos dos séculos”


(b) Uma vez ela é utilizada para descrever a existência dos santos no céu:

 (c) Uma vez ela é utilizada para descrever a duração do tormento e castigo eterno do diabo no inferno: 

(d) Duas vezes a mesma expressão é usada para a duração dos sofrimentos daqueles infelizes perdidos, que têm suportar eternamente os seus tormentos. 

Percebemos que a expressão e seu equivalente, quer dizer “para sempre e eternamente!”. Essa é portanto, a grande promessa de Deus a todos os habitantes da cidade celestial.

 

6     E disse-me: Estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, 

o Deus dos santos profetas, enviou o seu anjo, 

para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer. 



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 7. “Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia 

deste livro”.


 I. “...Eis que presto venho”. Surge neste versículo uma particularidade sui generis do capítulo 22: a intercalação de palavras do próprio Jesus. Essa situação repetir-se-á, também, como veremos nos versículos 13 e 16. 

A seguir, vem a sexta “Bem-aventurança” do Apocalipse. As cinco anteriores vêm citadas nas seguintes passagens com significações especiais: 1.3 (para os leitores); 14.13 (para os mortos salvos); 16.15 (para os que vigiam); 19.9 (para aqueles que são chamados à ceia das bodas); 20.6 (para os mártires ressuscitados por Cristo); 22.7 (para os que guardam as palavras da profecia); 22.14 (para o que lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro). 

A palavra “profeta” ocorre por 12 vezes neste livro e o vocábulo “profeta”, por 7. Portanto o livro traz o selo da profecia, e a raiz desta se encontra em toda a extensão da Bíblia. O Apocalipse abre-se com uma bênção para “aquele que lê” e se fecha com uma bênção para “aquele que guarda” as palavras da profecia! 



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8. “E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, 

prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar”.


 I. “...Eu, João, sou aquele que vi e ouvi”. O nome de João, usado cinco vezes, demonstra que João, autor do quarto evangelho e das três epístolas que levam o seu nome também escreveu o Apocalipse, como foi divinamente instruído a fazer. 1.1, 9; 21.2; 22.8. 

É evidente que a presente passagem apresenta o autor como sendo a mesma pessoa do principio do livro, dizendo: “Eu, João” (1.9). O Cristianismo sempre aceitou a João, o filho de Zebedeu, como o autor deste livro: (ver notas expositivas sobre isso em 1.1 p. 4). Justino Márter (cerca do ano 135 d.C.) e Irineu (cerca do ano 180 d.C.), citaram verbalmente este livro, atribuindo-o a João, um Apóstolo de Cristo. 
 
1. Prostrei-me aos pés do anjo”. É esta segunda tentativa de João adorar o anjo que lhe trouxe a revelação (19.10), mas o elevado poder angelical não aceitou e, diz a João num tom de amor, mas com exortação: adora a Deus.




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9. “E disse-me: Olha não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os 

profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus”.


 I. “...Adora a Deus. Os anjos são vistos em todas a extensão das Escrituras. São seres superiores aos homens (2Pd 2.11), e obviamente inferiores a Cristo em cinco pontos (Hb 1.4 e ss); contudo, jamais, por hipótese alguma, eles aceitam adoração.

 Sua santidade, à semelhança da santidade de Deus, não é apenas uma isenção de toda impureza moral, mas antes, o conjunto de todas as excelências morais. 

Eles são exatamente na era presente aquilo que Deus quer que sejam. Eles possuem um senso, de apreciação da santidade divina; sentem, por essa santidade, intensa admiração, pois são seres santos. Portanto, o anjo não era digno objeto de adoração, conforme João chegou a supor momentaneamente.

 Essa rejeição por parte do anjo, foi certamente um golpe moral, na prática gnóstica da Ásia Menor ao tempo em que João escrevia este livro. eles adoravam aos anjos, além de outros seres que achavam superiores (cf. Cl 2.18). 



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10. “E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; 

porque próximo está o tempo”.


 I. “...Não seles as palavras”. Um livro que não é selado está aberto ao exame e benefício de todos. O que foi selado nos dias de Daniel (12.4) agora é exposto aqui”. Daniel viveu cerca de 600 anos antes da introdução do “...tempo do fim”. Eis a razão por que era necessário a Daniel selar o livro, mas João, no contexto geral, pertencia a uma geração da “...última hora”, e não podia fazer o mesmo.

 Porque próximo está o tempo. Este versículo 10 além de outras recomendações, parece expressar: não seles as palavras, pois pouco tempo falta; e necessário é que sejam todos a avisados: Jesus vem breve! Não nos esqueçamos de que o Apocalipse significa revelação, e é justamente isto que o livro apresenta. 

Quanto mais perto nos achegamos dos acontecimentos registrados nele, tanto mais claras as profecias se tornam. Este versículo mostra-nos que nossas vidas, quando não vividas de acordo com o padrão divino, selam para outros a mensagem das profecias. Porquanto somos o único evangelho que algumas pessoas lêem (Mt 5.16). 



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11. “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo 

faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda”. 


I. “...quem é injusto... quem é justo”. O versículo em foco, apresenta duas classes de pessoas: maus e bons. O primeiro grupo está seguindo em direção à perdição: no caminho largo citado por Jesus (Mt 7.13); o segundo grupo está seguindo em direção ao céu: no caminho estreito (Mt 7.14). O que João diz neste versículo não é (“O tempo é tão escasso que não se pode mais esperar que os homens queiram mudar, de mal para o bem: Deus exige definição: escolhei hoje a quem sirvais”). 

O mundo deve ver a diferença “...entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus e o que não serve” pois já é a última hora (Js 24.15; Ml 3.18; 1Jo 2.18). A decisão ou escolha é inevitável, mas é livre: quem quiser continue na maldade. Quem está em santidade, em santidade fique. Essa é a séria advertência!

A parte de Deus está feita: a decisão cabe ao homem. Mas se há alguém nesta negra posição, tenha bom ânimo! levante-se, Jesus te chama! 




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12. “E eis que cedo venho, e o meu galardão esta comigo, 

para dar a cada um segundo a sua obra”. 


I. “...o meu galardão está comigo”. Temos nesta secção alusão ao “Tribunal de Cristo”. Nos estádios gregos, a assembléia se reunia defronte de uma “plataforma” chamada de (“b~ema”) de onde as questões oficiais eram conduzidas. Esse vocábulo “bema” originalmente significava apenas um “degrau”; desta idéia passou a indicar uma “plataforma elevada”, como aquela usada pelos oradores, pelos juizes das competições esportivas, ou mesmo pelos magistrados, em seus julgamentos formais. 

Paulo, emprega essa palavra, para denotar o “Tribunal de Cristo”. Essa palavra é empregada por (“11”) vezes no Novo Testamento, e em todas as passagens onde ela aparece, tem sentido especial: 1. (a) O tribunal de Pilatos. Mt 27.19; (b) O tribunal de Herodes. At 12.21 (c) O tribunal de Gálio. At 18.12; (d) O tribunal de César. At 25; (e) O tribunal de Cristo. Rm 14.10. em retórica a encontramos nas seguintes passagens (Jo 19.13; At 18.16, 17; At 25.10, 17; 2Co 5.10). 

As citações textuais sobre o “Tribunal de Cristo” são: (aa) 2Co 5.10, onde o que temos “feito por meio do corpo” será manifestado perante os olhos de todos tribunal: (bb) Rm 14.10, onde nossas relaçoes com nossos irmãos serão examinadas perante o eterno Salvador: (cc) 1Co 3.10-15, onde nosso serviço a Deus é provado como pelo fogo. 

Este fogo diz Speaker “durante apenas (“um dia”); é futuro, não presente; é destrutivo, não purificador; destrói; apenas doutrinas, não pessoas, causa perda e não lucro; causa apenas a reprovação das obras e não do obreiro”. Ali, portanto, haverá uma “avaliação” do que fizemos e não fizemos; então cada um receberá seu galardão segundo a sua obra. 



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13. “Eu sou o Alfa e o Ômega, o principio e o fim, o primeiro e o derradeiro”. 


I. “...o Alfa e o Ômega”. Em Ap 1.8, há notas expositivas sobre estes títulos de Cristo. Essas letras eram usadas na simbologia profética para exprimir totalidade. Um escritor observa que o (“Alfa e o Ômega”) gregos, equivalem ao (“Álefe e Tau”) hebraicos. “Eu dito por exemplo, que Adão nosso antigo pai, transgrediu a lei de “álefe a tau”; Abraão nosso pai, pelo contrário, guardou a lei de “álefe a tau”. 

No presente versículo, o sentido é que o Pai, e o Filho são os Senhores de toda a História, seu principio, seu fim e todo o seu curso. Comparado isso com Hebreus (12.2). Cristo é o autor e consumador da fé. Portanto, em todas as dimensões e épocas ele é o começo, a causa primária, e também o fim, a causa final, a realização daquilo que fora iniciado e a consumação daquilo que foi continuado. Isso também é dito acerca de Deus Pai, em Ap 1.8 e 21.6; assim o Pai e o Filho são iguais em poder e glória.



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14. “Bem-aventurado aqueles que lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro, 

para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas”.


 I. “...aqueles que lavam suas vestiduras”. Este versículo encerra a sétima e última “bem-aventurança”. Ela aparece na vida daqueles que (“lavam suas vestiduras no sangue do Cordeiro”). 

Essa palavra e suas cognatas são usadas cerca de 50 vezes no Novo Testamento, sendo uma das muitas que o uso testamentário expandiu e dignificou quanto ao seu sentido. A raiz original, no grego clássico, parece significar “grande”, e desde cedo foi usada como sinônimo de rico. No sentido religioso, seu valor é mais profundo. Ela declara, portanto, quem são os felizes, aos olhos de Deus. 1.

 O uso neotestamentário tem seguido a idéia inteira de felicidade espiritual. Assim, as “Bem-aventuranças” apresentam um quadro especial: (a) Humilhação: elevação; (b) Humildade de espírito: posse do reino, no coração ou em sentimento real; (c) Choro: consolo; (d) Mansidão: terra como herança; (e) Fome e sede de justiça: fartura de virtudes divinas; (f) Misericórdia para com os outros: misericórdia de Deus para com ele; (g) Pureza de coração: visão de Deus agora e no futuro; (h) Promoção de paz: paz com Deus por meio de Jesus Cristo; (i) Sofrimento por Jesus: posse do reino eterno; (j) Os perseguidos: os recompensados com o galardão da justiça de Deus. 


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15. “Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, 

e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”.


 I. “...os cães”. Este é o único item novo neste versículo, algo que fora dito antes por João ou o anjo neste livro inteiro. Esse era um termo pejorativo usado pelos judeus, referindo-se aos gentios. De acordo com a lei cerimonial, o cão era animal imundo, não podemos conseguir uma posição melhor dentro do arraial, ficando assim do lado de fora (Dt 23.18). 

1. Tanto o cão como o porco, são citados por Jesus e Paulo em (Mt 7.6 e Fl 3.2), como figuras de maus elementos. Os antigos os consideravam assim: (a) Os hereges: os cães; (b) Os inimigos: os porcos. Santo Agostinho os dividia assim: os perseguidores hostis (cães); os indivíduos imundos, sem sentimento de santidade (porcos).

 2. Ama e comete a mentira. “A mentira é intrinsecamente má, e, conseqüentemente, totalmente ilícita. Sua gravidade se mede pela gravidade das conseqüência que pode ter para o próximo – ou, quaisquer que sejam essas conseqüências, pela intenção gravemente perniciosa que a tenha ditado”. 


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16. “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas: eu sou a raiz 

e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã”. 


I. “...a resplandecente estrela da manhã”. Já encontramos esse título aplicado a Cristo em (2.28). Na antiguidade, o planeta Vênus era considerado como símbolo da imortalidade, em toda a sua glória. Em 2Pd 2.19, essa estrela surgirá em nosso coração, dando a imortalidade e triunfo. Um escritor observa, quando diz: “Cristo é a brilhante Estrela da manhã do dia vindouro da eternidade; por conseguinte, ele também dá a estrela da manhã da visão espiritual do futuro”.

 A “aurora” era um símbolo messiânico (cf. Jr 23.5; Zc 3.8; 6.12), que denotava o “Renovo”. Conforme a idéia usada neste texto, trata-se de um duplo simbolismo: Jesus tinha um passado humano, mas também tinha um futuro divino. Assim ao mesmo tempo que Jesus é a “estrela da manhã” também é a “raiz e a geração de Deus”, isto é, o “Renovo” conforme é descrito pelos profetas do Senhor (Is 4.2; 11.1; Jr 23.5; 33.15; Zc 3.8; 6.12, 13). 



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17. “E o Espírito e a esposa dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, 

venha, e quem quiser, tome de graça da água da vida”. 


I. “...o Espírito e a esposa dizem: Vem”. Após dois mil anos ausente da corte celestial, o Espírito Santo é o primeiro a solicitar o retorno de Cristo para o arrebatamento: Vem! A Igreja segue o mesmo exemplo, dizendo: Vem! E um terceiro grupo: e quem ouve, diz também: Vem! 

1. A volta de Jesus é solicitada em virtude de sua tríplice relação: à Igreja, à Israel, às nações: (a) Para a Igreja, a descida do Senhor nos ares para ressuscitar os que dormem e a transformar os crentes vivos, é apresentada como uma constante expectação e esperança, 1Co 15.51-52; Fl 3.20; 1Ts 4.14-17; 1Tm 4.14; Tt 2.13; Ap 22.20. (b) Para Israel, a Vinda do Senhor é predicada para cumprir as profecias que dizem respeito ao seu ressurgimento nacional, a sua conversão, e estabelecimento em paz e poder sob o pacto davídico. At 15.14-17: (c) No caso das nações, a volta de Cristo é predicada para consumar a destruição do presente sistema político universal.


 Dn 2.44-45; Ap 19.11-21. A volta do Senhor em sua primeira fase, só se destinará à Igreja, e é chamada de “encontro”. No que diz respeito a Israel e às nações, é chamada de sua “manifestação com poder e grande glória”. 



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18. “Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que se 

alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas 

que estão escritas neste livro”. 


I. “...se alguém acrescentar alguma coisa”. O presente versículo tem seu paralelo em Pv 30.5-6, que diz: “Toda a palavra de Deus é pura; escudo é para os que confiam nele. Nada acrescentes às suas palavras...”. A biblioteca divina é composta de 66 livros. Em nossas edições, há quatro divisões menores que estão assim estabelecidas: (“1.189 capítulos, 31.173 versículos; 810.697 palavras e 3.506.480 letras”). 

Do ponto de vista divino, esse conteúdo é o suficiente para suprir toda e qualquer necessidade humana; assim a partir do (“AMÉM”), contido no versículo 21 do presente capítulo, qualquer “acréscimo” à revelação de Deus é “anátema”.

 O autor sagrado desta tão grande obra, tinha certeza de que seu livro é inspirado; por conseguinte, precisava ser protegido de mãos criminosas; pelo que responsabiliza mediante autoridade de Deus. De conformidade com Eusébio, Irineu adicionou uma maldição assim a um livro que escrevera combatendo os hereges. Entretanto, a integridade do Apocalipse, sem dúvida alguma, é mais sublime e tem sido sustentada até hoje e continuará na Eternidade. 


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19. “E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, 

Deus tirará a sua parte da árvore da vida, e da cidade santa, 

que estão escritas neste livro”.


 I. “...quaisquer palavras do livro desta profecia”. A palavra “livro” ou “livros” ocorre por 28 vezes no Apocalipse. Mas agora, na presente secção, ela termina a sua missão. 1. R. Norman observa, que o versículo anterior apresente o lado “negativo’, isto é, que os prevaricadores do texto sagrado serão severamente julgados. O presente versículo, porém, dá o lado “positivo”, isto é, as bênçãos que estes prevaricadores perderão! Tudo o que fora mencionado nas secções anteriores do Apocalipse. Certamente os versículos 18 e 19 ilustram a severidade da revelação divina e nossas relaçoes com a mesma. 

2. Desde a antiguidade os escribas velavam cuidadosamente sobre o não “acrescentar” ou “diminuir” (“qualquer”) palavra da Escritura. Tão fiéis eram esses escribas em copiar o texto exatamente como acharam, palavra por palavra, letra por letra, que qualquer pessoa pode abrir uma Bíblia Hebraica (original) e verificá- la. Em certos trechos há letras impressas (escritas) invertidas, e a coisa curiosa é que nem escritos nem impressor as corrigiu. Deus coisas contribuíram para esse fim: (a) Os escribas eram fiéis; (b) Deus estava “...velando sobre ela” (Jr 1.12)! 


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20. “Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. 

Ora vem, Senhor Jesus”.


 I. “...Certamente cedo venho”. Há na Bíblia cerca de 2.500 referências sobre a vinda de Jesus para o arrebatamento 2.182 são predições proféticas e 318 em termos reais são encontradas em 24 livros do Novo Testamento. Apenas três livros dos 27 não contêm as citações textuais, mas em essência: (Filemon, 2 e 3 João). 1. Ora vem, Senhor Jesus. O texto em foco, pode ser também confrontado com 1Co 1.22, onde lemos: “Se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema; maranata”. 

Esta expressão partida do coração de Paulo, é a transliteração do siriaco: “...maran-atha” que quer dizer “...nosso Senhor está vindo”, ou “O Senhor Vem!”. (Cf Fl 4.5). É esta a última oração da Bíblia: “VEM!”. Paulo, antes de pronunciá-la, disse: “...seja anátema”. Esse uso bem indica, uma interjeição, que significa: “Que seja maldito (sem importar quem ou seja que coisa), na vinda do Senhor” (cf. 2Tm 4.8; Ap 3.16).

Essa palavra grega parece corresponder à “interdição” dos hebreus. Em outras palavras, isso significaria: “Que tal indivíduo seja à interdição, ou seja, consagrado à ira de Deus. Seja como for: “se alguém não ama ao Senhor Jesus Cristo, seja anátema!” 


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21. “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós.

 Amém”.

I. “...A graça de nosso Senhor”. O Antigo Testamento termina sua História com a palavra (“maldição”). Ml 4.6, o Novo porém, com a (“Graça do Senhor Jesus Cristo”). O Apocalipse, termina já dentro dos limites da Eternidade. O tempo corresponde ao que muda, ao que comporta a sucessão e o vir-a-ser. – A eternidade é uma duração, quer dizer, uma permanência de ser, sem nenhuma sucessão e, daí, sem começo nem fim.


 Pode-se dizer, em outras palavras, que é um eterno presente, uma perfeita e total do ser. A Bíblia começa sua história falando em Deus (Gn 1.1) e termina falando no homem: mas do homem santo (v.21). Ao terminar sua missão histórica, a Escritura encerra com “...a Graça”. 

Não poderia ser usada aqui melhor forma do que esta: “A Graça”. Eis uma gloriosa expressão: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos. Amém. Aqui termino! Toda a minha gratidão a Deus! Amém.



Fontes deste Estudo Bíblico.



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Breve ... estarei iniciando as Semanas de Daniel ...

Para complementar este Livro.


Livro de Daniel Capítulo I.


 
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 "Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa". 

Apocalipse 3 : 11. 




Que Deus, o Senhor possa estar Abençoando Grande e Poderosamente 

a Todos, e que este Estudo, venha Mostrar o Quanto é Glorioso 

o que nos Aguarda no Porvir ...



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